CONSELHEIRO OU MEDIADOR?

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Por Ismar Roberto Becker

O conselheiro não existe para eliminar conflitos. Ele existe para evitar que conflitos destruam decisões. É possível conseguir isto sem se envolver na gestão?

As duas principais lições que aprendi no ConCertif, do Celint, e reforcei na leitura do “Conselheiro de Empresas” de Wanderlei Passarella, são que a carreira de conselheiro é autoral, depende muito de cada um, e que em alguns conselhos devemos ter mais “hands on”.

Esta reflexão não é para a elite da carreira selecionada pelo QI (quem indica) nas estatais ou nas grandes empresas de capital aberto. Esta elite vive em um mundo à parte.

Não é também para os que só querem complementar a renda ou ter uma ocupação para não ter excesso de convivência em casa.

Meu objetivo é abrir um debate com colegas que tentam, como eu, controlar o ímpeto (o uso do cachimbo deixa a boca torta) de exagerar no “hands on”, de manter uma visão macro (holística) do negócio, de agregar valor ao negócio, de poder contribuir na perenidade de um negócio. Com aqueles que buscam fazer do trabalho uma realização profissional e pessoal.

O maior dilema que enfrento é dizer ao rei que ele está nu, quando os outros elogiam a roupa dele.

Sei que os colegas compartilham minha visão, mas, por precaução, ou seria melhor dizer medo, não têm coragem de confrontar a opinião do CEO. Pior ainda se for o fundador.

Como você administra este dilema?

Fonte: “Conselheiro de Empresas – O que você precisa saber para uma Carreira Promissora” – Wanderlei Passarela.

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