Matematicamente só temos dois cenários para a economia brasileira a partir de 2027. Recuperação Judicial ou falência. Em qual você aposta?
Esta avaliação é fundamentada nas regras contábeis, de governança e da matemática. Quem quiser comentar deve, necessariamente, ler/entender os números que indicam o inevitável colapso das contas públicas nos próximos dois anos.
NÚMEROS DA DECADÊNCIA
– Dívida Pública: no início de 2023, a dívida bruta era de R$ 7,2 trilhões, a Selic 13,75%, os juros anuais consumiam perto de 1 trilhão. No final de 2025, a dívida pública explodiu para R$ 10 trilhões, a Selic estava em 15% e os juros comeram R$ 2,25 trilhões.
– Dívida/Pib: como o (des) governo gasta mais do que arrecada, não tem dinheiro para pagar os juros, tem que buscar dinheiro no mercado. Em 2023, a dívida era de 72% do PIB. Em 2025, subiu para 80%.
TENDÊNCIAS
Graças ao Bando (não é erro digitação) Master, do qual participaram, ecumenicamente os grandes personagens políticos e do judiciário da extrema esquerda a extrema direita, o candidato que parecia poder superar os votos dos habitantes das cavernas ideológicas e os comprados pelo Bolsa Voto, derrapou feio.
Atualmente, o cenário eleitoral mais provável é a reeleição do aiatolá da clePTocracia brasileira. Caso este cenário distópico se confirme, teremos 4 anos, que se não forem interrompidos pela biologia ou pela política, de um Gasto é Vida turbinado.
Por que alguém que passou a vida com o dinheiro dos outros vai se preocupar com dívida e juros se vai eventualmente terminar o mandato com 85 anos?
AGORA VAI DAR CERTO
Nesta semana, o coordenador do programa do eventual próximo (des) governo petralha resumiu o que seria um novo mandato: “regra fiscal não pode inibir crescimento. Precisamos de mais espaço nas regras do orçamento fiscal”.
Traduzindo do petralhes: lasque-se a disciplina fiscal. Gasto é vida.
Informação importante. O referido coordenador foi o presidente da Petrobras, que quase quebrou a empresa.
CENÁRIO MACROECONÔMICO PROVÁVEL
A continuidade da Nova Matriz Econômica turbinada, que quase quebrou o Brasil em 2016, permite projetar um cenário apocalíptico, onde a Selic na faixa de 13,5% a 14%, inflação acima de 4%, crescimento real perto de 2% e sem desindexação de despesas, a dívida bruta pode chegar ao fim de 2030 próxima ou acima de 100% do PIB. A conta anual de juros pode ficar entre R$ 1,5 trilhão e R$ 1,8 trilhão.
O resultado provável desta farra fiscal será o que economistas sérios chamam de Dominância Fiscal, quando o Banco Central perde a capacidade de controlar a inflação só com o aumento dos juros.
Qual das saídas para este cenário você julga mais viável: eleger um presidente minimamente responsável ou emigrar para o Paraguai?



