DESASTRES COMUNISTAS

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Por Ismar Roberto Becker

Escrever a história do comunismo é fácil. Basta somar os milhões de mortos das experiências científicas (sic!) que fizeram.

Tem estômago para lembrar alguns deles, além de conhecer o mais novo?

Balanço dos crimes:

– Holodomor: URSS stalinista – 1932/33: entre 3,5 e 5 milhões de mortos de fome, só na Ucrânia, pela política de coletivização da agricultura.

– Grande Salto para Frente: China maoista – 1958/62: pelo menos 30 milhões de mortos pela tentativa de coletivização e industrialização forçada da China.

– Desertificação do Mar de Aral – URSS: começou na década de 60 – desvio de rios para cultivar algodão. Um dos principais lagos do planeta perdeu 90% de suas áreas, criando um verdadeiro deserto, considerado o maior desastre ambiental do planeta.

– Camboja de Pol Pot – 1975 – 79: a abolição da economia de mercado matou uns 25% da população do país.

As causas foram sempre as mesmas: centralização, metas irrealistas, censura que impediu correções, coerção do Estado. Na pior democracia, nenhum destes desastres aconteceria.

A mais recente obra de um regime comunista ainda está em andamento, não pode ser parada, nem revertida. É a consequência da política do filho único, imposta pelos ditadores comunistas da China, entre 1979 e 2015.

O nobre objetivo foi frear a explosão demográfica. O resultado foi o aborto de milhões de fetos femininos, já que as famílias querem filhos homens, e uns 30 milhões de homens a mais do que mulheres. Estima-se que mais de 20 milhões serão “Celibatários Voluntários” por nunca conseguirem casar.

Como na China a tradição é que o noivo, ou sua família, tem que oferecer um dote, os homens mais atingidos são os mais pobres, criando mais uma desigualdade no novo paraíso da igualdade comunista.

Mesmo com a revogação da política do filho único, a taxa de natalidade está desabando, para menos de um filho por mulher em período fértil. A taxa de manutenção da população é de 2,1.

As projeções indicam que a população diminua dos atuais 1,4 bilhões para uns 1,2 bilhões em 2050 e menos de 650 milhões em 2100. Até lá, em um país sem aposentadoria estatal, menos jovens terão que sustentar cada vez mais velhos.

Você conhecia mais este milagre comunista?

Fonte: “China is dealing with its own manosphere” –  The Economist.

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