“Ser ou não ser” era o dilema de Hamlet. O das empresas é outro: “mudar ou desaparecer”.
Este é o dilema pelo qual está passando um dos pilares da Alemanha. A Bosch foi fundada há 140 anos, passou por guerras e crises e agora está tendo que fazer mudanças profundas.
Como mudar uma empresa onde a cultura é de mudanças lentas e metódicas, as carreiras são rigidamente planejadas e ‘disrupção’ é quase um palavrão?
Mas este não é um problema da Bosch. É uma realidade de um cenário econômico de Destruição Criativa acelerada. Seria interessante saber como Schumpeter nominaria esta realidade.
Não existe uma bala de prata, nem uma receita única para este desafio. Dois fatores são fundamentais para enfrentar esta nova realidade. No caso da Bosch, eles são:
– TECNOLOGIA NÃO É A SOLUÇÃO
A engenharia foi o fator fundamental na história da Bosch. Continuará sendo, mas hoje o problema é a gestão que tem que mudar processos, prioridades, incentivos, aceitação de riscos, aprender com os erros.
– RAPIDEZ DE DECISÃO
Buscar o consenso foi um dos pilares da Bosch. No volátil cenário atual, esperar custa caro e pode ser um grande risco. Os concorrentes não vão te esperar.
O desafio da Bosch e, provavelmente, de todos os negócios longevos, é entender que preservar a cultura não é manter estruturas do passado.
A verdadeira liderança sabe distinguir o que deve permanecer do que precisa ser transformado.
Esta máxima vale para nossas carreiras. Como você está administrando o dilema de preservar ou mudar?
Fonte: “Bosch-Chefwechsel: Wie viel Tradition verträgt Transformation?” – Industrie Magazin.
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