As relações no trabalho são fundamentais para o sucesso de um negócio, mas também podem ser a causa do fracasso. Nas empresas familiares temos um complicador adicional aos fatores emocionais. Quer conhecer um método para tentar avaliar as forças e fraquezas nas relações?Nos dois posts anteriores, discutimos problemas e soluções dos ruídos de comunicação. No Owner/President Management, da Harvard Business School, o professor John Davis nos apresentou um modelo criado por ele e pelo professor Renato Tagiuri. Os dois foram os pais do modelo dos três círculos da empresa familiar. A premissa básica do modelo de avaliação das relações no trabalho é que existem sempre duas visões distintas sobre um assunto e que temos que levar em consideração a perspectiva dos dois lados.Saiba quais são os 8 fatores chaves nas relações no trabalho, que devem ser avaliadas pelos dois interlocutores:1. Acordo com relação aos objetivos: você compartilha os valores e tem objetivos convergentes?2. Divisão das responsabilidades: as responsabilidades de cada um estão claramente definidas?3. Divisão de poder: a relação de poder é definida pelo título, autoridade, conhecimento, carisma, ou só pela relação familiar?4. Similaridades e divergências: o balanço das convergências e divergências é aceitável?5. Confiança: você aceita pelo valor de face o que o outro diz? Questiona quando tem dúvidas?6. Sentimentos com relação ao outro: Entre o respeito e a indiferença, onde você se situa?7. Comunicação: as duas partes estão dispostas a comunicar claramente, além de ouvir atentamente? 8. Custos e benefícios de estar na relação: vale a pena ficar na empresa, função atual ou pulo fora?No segundo período do OPM, apliquei este modelo na Leipold, empresa familiar falida que tinha comprado na Alemanha. Conclui que o custo benefício de ficar na relação não era favorável, mesmo assim insisti por mais três anos. O que você acredita que aconteceu?#ismarbecker #carreiras #motivação #empreendedorismo #gestão



