O governo comemora os bons resultados macroeconômicos. O povo, que vive na microeconomia, está sufocado por dívidas, perdendo poder aquisitivo.
Por que o gasto é vida pode matar o sonho da classe média e o da reeleição?
A história econômica do Brasil desde 2003 tem dois grandes ciclos, com um pequeno intervalo de racionalidade.
DO CÉU AO INFERNO 2003 – 2016
Nos primeiros anos da teocracia do Aiatolá de Garanhuns, o Brasil aproveitou o vento de cauda das reformas do governo anterior, e do boom de commodities. Chegamos a ser a sexta maior economia mundial.
Esse avanço foi destruído pelo desastre intervencionista (subsídios, desonerações fiscais, preços controlados, juros artificialmente baixos) da Nova Matriz Econômica. Estávamos à beira do abismo.
RACIONALIDADE ECONÔMICA 2016 – 2022
Com o freio de arrumação do impeachment, seguido pelo Teto dos Gastos, voltamos a crescer de forma sustentável. A trajetória positiva foi interrompida pela pandemia e pelas medidas populistas para a tentativa de reeleição do Messias, que abriu a porta para a volta do atraso.
RETROCRACIA 2023 – 2026
Populistas aprendem pouco com seus erros e esquecem logo o pouco que aprenderam. Isto leva ao que o francês Nicolas Baverez chamou de retrocracia: tentar resolver problemas atuais com soluções do passado.
O aiatolá tupiniquim não entende que fazer mais do mesmo, aumentando o vale voto, não gera mais votos, no máximo mantém os que já tem. Ele não sabe que o bolsa voto já é um direito, na visão do beneficiado.
Ele não entende que o mundo mudou, que o sindicato acabou, que o jovem deve viver livre da cangalha do Estado.
Com os índices de aprovação caindo e os de rejeição subindo, os Mulás a serviço do Aiatolá buscam seguidas balas de prata para continuar a corrupção (ops! administração).
A última (será?) bala de prata é o Desenrola 2.0, que permitirá pagar as dívidas de mais de 80% das famílias brasileiras, que seguiram o conselho do Gasto é Vida, comprando no cartão de crédito, jogando nos bets, comprando a picanha que está mais cara do que nunca.
O legado deste (des) governo é um país atrasado, que gosta de pobres porque depende deles para se manter no poder.
É um (des) governo de extremos que utiliza os pobres para beneficiar os ricos.
Pratica uma política distributiva de renda e concentradora de patrimônio. Pega dinheiro de todos, principalmente da classe média, para dar aos mais pobres. Estes gastam o presente, gerando lucros para empresas, que vão para o bolso dos mais ricos, que compram títulos do governo emitidos para pagar juros absurdos para os ricos ficarem mais ricos.
Você já pensou que futuro quer para você, seus filhos e netos? Vai votar na continuidade de um modelo que dirige o carro olhando pelo retrovisor? Ou vai votar em um modelo que olhe para frente?
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