“Nosso grande problema não é vivermos mal ou que nossa vida vai piorar no futuro. O verdadeiro problema é que não conseguimos imaginar nada melhor!” Devemos levar a sério um historiador que acredita nesta frase?O estímulo para seguir lendo um livro com esta introdução, é ainda menor quando o subtítulo, na edição em alemão (em tradução livre) é: chegou o tempo para a semana com 15 horas de trabalho, fronteiras abertas e a renda mínima universal.Na edição brasileira, o subtítulo é menos chocante: Como construir um Mundo Melhor, mas mesmo assim, parece outra proposta de um modelo econômico e político utópico. Continuei a leitura, porque já tinha lido outro livro do holandês Rutger Bregman: “Humanidade – Uma História Otimista do Homem”, e pelo resumo da nossa história da primeira página:“No passado era tudo pior. Durante 99% da história dos humanos, 99% das pessoas eram pobres, passavam fome, viviam sujas e doentes. Elas viviam com medo, eram ignorantes e feias”. Estas conclusões são as mesmas dos livros de Peter Turchin e de Oded Galor, que comentei em posts anteriores.A leitura fica ainda mais atraente quando Bregman mostra que “este cenário mudou nos últimos 200 anos, porque bilhões de pessoas passaram a viver com bem-estar, com saúde, bem alimentados, em segurança, com saúde, e algumas são até bonitas”. A redução dos que vivem na extrema pobreza foi de 84% em 1820, 44% em 1981, e menos de 10% hoje.Se o objetivo fosse gerar engajamento, poderia concluir o post aqui, já que a patrulha dos esquerdistas radicais, vai cair de pau no Bregman e em mim. Como não sou radical, prossegui na leitura que explica que a maioria das pessoas foge das utopias porque sabem que os sonhos prometidos se transformam em regimes distópicos como o nazista, fascista ou comunista, onde as promessas da utopia são sempre postergadas para o futuro e ao custo da liberdade.A principal proposta de Bregman, é que o capitalismo, que permitiu a evolução dos humanos, não é perfeito, e precisa passar por ajustes, como vem acontecendo nos últimos 200 anos. Concluiu citando Bertrand Russell: “Os humanos para sua felicidade precisam não somente de um ou outro prazer, mas esperança, novos desafios e mudanças” e “Nosso objetivo não deveria viver em uma utopia, mas em um mundo onde a fantasia e a esperança continuassem viva”.Você acredita que podemos continuar evoluindo, sem ter que destruir o que já conquistamos, apostando utopias que se transformam em distopias?#ismarbecker #utopia #distopia #oportunidades #motivação #oportunidades #realismo



