Todas as famílias felizes são parecidas, as infelizes são infelizes à sua maneira. Quer ver como esta máxima nem sempre funciona nas empresas familiares?A frase sobre a felicidade é de Leon Tolstoi, no seu monumental livro Ana Karenina. Adaptando a lógica de Tolstoi para a sucessão das empresas familiares, entendemos melhor o que ele quis dizer. Acompanhei dezenas de casos de famílias felizes parecidas, que passaram à categoria de infelizes durante um processo de sucessão.Em uma recente viagem a Portugal, tive o privilégio de compartilhar uma boa mesa portuguesa com o David Zamith, empresário que já concluiu a sucessão para a terceira geração, e o professor Antônio Nogueira da Costa. Tive uma excepcional aula sobre a teoria e a prática do processo de sucessão.Além disso, recebi do professor o livro, do qual ele foi colaborador: “Empresas Familiares da Região Norte – Mapeamento, Retratos e Testemunhos”. Um dos tópicos abordados é o do adiamento da sucessão familiar (páginas 132 a 134). Os depoimentos dos empresários deixam claro alguns pontos:- Muitos familiares não querem trabalhar na empresa, mas querem retirar benefícios.- É vital estabelecer regras de conduta que define como a família interage na gestão (governança)- Apesar da sucessão ser um dos maiores desafios que a empresa familiar enfrenta, o tema não foi devidamente enfrentado pelas empresas.Você não acredita que estas três características podem transformar a felicidade parecida de uma família feliz, em uma infelicidade com características únicas? #ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #empreendedorismo #gestão #liderança



