A competitividade de um negócio depende menos da sua competência do que do setor onde atua. Como isso impacta a estratégia da empresa e a carreira dos executivos?
Fiz a pergunta do título para um empresário médio, mas relevante no setor em que atua. Tem produtos que têm um alto valor percebido pelo consumidor.
Ele respondeu: os concorrentes, o governo, os juros e o câmbio.
Utilizando os ensinamentos de Michael Porter, questionei:
Será que o seu maior inimigo não é o próprio setor em que você atua?
Antecipei-me à resposta, complementando: você tem uma boa estratégia, com custos controlados, boa governança, mas está constantemente pressionado por grandes clientes, que baixam os preços, por fornecedores que aumentam os custos, tirando um bom naco da sua eficiência.
A estratégia não é apenas executar melhor.
É entender onde você está jogando.
Antes de perguntar “como vencer os meus concorrentes?”, vale perguntar:
“Meu setor permite criar valor ou está condenado a disputar margens cada vez menores?”
A eficiência define quem vence a corrida.
A estrutura da indústria define se vale a pena correr.
Quem é o teu maior inimigo: teu concorrente ou o setor em que você escolheu competir?
Fonte: “How Competitive Forces Shape Strategy” – Michael Porter.
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