Preocupado com a economia brasileira? Eu não. Quer saber por quê?O ano econômico começa após o carnaval. Em um ano em que uma nova legislatura (Senado e Câmara) inicia com uma grande renovação, a paralização é ainda maior. Este ano a paralisia está pior devido a dois fatores políticos (vandalismo em Brasília e incontinência verbal do presidente) e um econômico (implosão Lojas Americanas), o que levou as forças econômicas (capital e trabalho) subissem no muro para ver o que vai acontecer. Esta verdadeira cortina de fumaça, torna quase impossível projetar cenários para a economia em 2023, mas podemos relacionar alguns sinais, na maioria positivos.Quatro movimentos no mercado internacional irão beneficiar o Brasil: tendência de queda da inflação; regularização das cadeias de suprimento, com redução de fretes; retomada do crescimento da economia chinesa (fim política Covid Zero), transferências de investimentos estrangeiros diretos da China, para outros países. A somatória destes fatores positivos ajudará a controlar a inflação (junto com juros altos), aumentará as exportações, pelo aumento do preço das commodities e manterá o dólar abaixo de 5 reais, desde que não tenhamos muito ruído político.O Brasil de 2023 é um outro país se comparado com o de 10 anos atrás. O impeachment de uma presidente que quase acabou com o país, abriu as portas para profundas mudanças estruturais. A sociedade aproveitou uma crise, com mais de 11% de desempregados e de inflação, com um déficit fiscal de 10,34%, estatais quebradas, para fazer reformas estruturais. As consequências da Reforma Trabalhista, previdenciária, privatizações, Teto de Gastos, independência do Banco Central, nos colocaram em outro patamar. A Câmara dos Deputados e o Senado tem outra cara. Nenhum partido controla isoladamente, ou em coligações, as duas casas. Os dois mais radicais (PT e PL) somados têm 34% da Câmara e 23% do Senado. O número de partidos diminuiu para 23 na Câmara e 15 no Senado. Nem o governo, nem a oposição, tem cacife para qualquer mudança mais radical, como por exemplo, retroceder nas reformas. “Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão!”. Esta frase resume o dilema dos Executivo e do Legislativo. O povo, os lobbies, os políticos querem mais benefícios, mas não tem recurso para tudo. A PEC da gastança ajudou um pouco, mas está longe para atender todos. Mesmo que diga que gastar é investir, o governo sabe que se repetir a desastrosa aventura dilmística da Nova Matriz Econômica terá o mesmo fim: impeachment. Por isso, a prioridade será aprovar a Reforma Tributária e um arcabouço fiscal, que é um nome sofisticado para um novo Teto dos Gastos, já apelidado de Teto Solar do Gastos, para os “companheiros” mais radicais não terem dificuldade de engolir. Na sua opinião: Qual a probabilidade deste cenário se concretizar? Brasil ideal: presidente violinista – segura o instrumento com a esquerda, mas toca com a direita. #ismarbecker #economia #inflação #exportações



