Às vezes levamos tempo para entender nossos erros. Eu levei quase três anos para entender porque perdi uma eleição para prefeito em 2020. Quer conhecer a história da campanha?Nem sempre tomamos decisões baseadas unicamente em razões racionais e lógicas. A decisão de ser candidato a prefeito em São Bento do Sul (SC), foi um desses casos.Vou pular as etapas que me levaram a encarar este desafio, que começou com uma pesquisa na qual tinha menos de 2% das intenções de voto até chegar a quase 24% dos votos válidos.Um dado importante foi o comentário do dono da empresa que fez a pesquisa: “Olhe o lado positivo, Ismar. Você não tem como cair mais!” Isso não é a analogia do copo meio cheio, ou meio vazio. É quase a situação do copo quebrado.Muitas conversas, feedbacks tardios e avaliações, encontrei a resposta em uma palestra do político e escritor britânico Rory Steward, sobre a ascensão do populismo, de esquerda e direita no mundo. Ele nos lembra dos licores de Aristóteles sobre a retórica (arte de falar bem), que deve ser baseada em três pilares:1. Logos: argumentos racionais e técnicos.2. Pathos: apela aos sentimentos e emoções3. Ethos: princípios éticos e valores.Os populistas são verdadeiros mestres no uso do “pathos”, mesmo que atropelem o “ethos”. Meu plano de governo era baseado nos “logos” (excelência da aplicação dos impostos) e “ethos” (governança, meritocracia).Boas propostas, mas sem a dose necessária de “pathos”, que o vencedor usou sem moderação, prometendo o que não podia cumprir.Você abusaria do “pathos” para ganhar uma eleição? #ismarbecker #oportunidades #carreira #motivação #politica #ideologia



