Mudar ou não mudar, eis a questão. Por que a maioria dos processos de mudanças falham?
Humanos evitam riscos por instinto. É difícil sair da zona de conforto, mesmo quando a situação é ameaçadora. Por isso é tão difícil promover mudanças em empresas.
Conhecer os três principais papéis dos players em um processo de mudança aumenta as chances de sucesso.
LIDER
Se não assumir risco, está jogando para a plateia (outros players), que também jogarão para a plateia ou boicotarão o processo.
Esta é a mensagem de Skin in the Game, de Nassim Taleb. Não basta estar envolvido como a galinha que entra com o ovo, a galinha na omelete com bacon. Tem que estar comprometido como o porco que entra com o couro para a bacon.
A maioria dos líderes anuncia uma mudança corajosa, onde todos vão correr riscos, menos ele. Parece ser uma boa narrativa, mas ninguém compra a ideia.
EXECUTIVOS
São os responsáveis por colocar a mão na massa, com as consequências decorrentes.
Se percebem que o líder não tem skin in the game, entram em modo defensivo, pensando na sobrevivência, não no resultado. Caso o líder esteja realmente alinhado, assumem o risco junto.
OPOSITORES
Sempre alguém será contra. Jesus teve 12 apóstolos e um vendeu-o por 30 moedas.
Nem todo opositor é prejudicial ao processo. Escute aqueles que têm argumentos concretos sobre os pontos que podem comprometer o processo de mudança.
Livre-se imediatamente dos que só pensam em manter sua posição. Aqui vale a máxima de Maquiavel: faça o mal de uma vez, e o bem aos poucos. Derrame o sangue necessário, limpe a sujeira, avise aos outros que estão seguros, caso entrem no jogo.
Chance Management não é para quem quer. É para quem realmente coloca a pele em jogo.
Algum outro conselho?
Fonte: “Skin in the Game” – Nassim Nicholas Taleb.
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