LONGEVIDADE – BERNHOEFT 2311

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Por Ismar Roberto Becker

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Este proverbio popular cabe como uma luva para os fundadores de empresas. Quer conhecer a história de um que seguiu o conselho que dava para os outros?“Ele saiu de casa em 1958, aos 16 anos, iniciando uma trajetória ao longo da qual reinventou a si mesmo algumas vezes. Foi voluntario no México e coordenador de trabalhos sociais no Peru. No Brasil, foi jornalista, gerente de RH e um dos fundadores da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, depois consultor especializado em gerencia por objetivos e, finalmente escolheu o foco em empresas familiares”. Assim Fabio Barros, faz a introdução do livro “Renato Bernhoeft – A reinvenção da consultoria para empresas familiares”, que tive o prazer de ganhar do biografado. Antes de prosseguir registro uma reclamação: ele não autografou o livro!Faz muitos anos, com meu saudoso pai, e meus dois irmãos, participei de um curso com o Renato Bernhoeft. As sabias lições daquele custo, me levaram a pedir a demissão da empresa familiar onde atuava, abrir meu próprio negócio, e hoje estar me preparando para uma nova etapa da minha vida profissional, como ele fez, ao sair da operação da sua empresa. Depois de encaminhar inúmeras sucessões em empresas familiares, ele seguiu o próprio conselho, se afastando de gestão do negócio. Isto não significa que ele se aposentou, já que continua produzindo conteúdo, em forma de livros, artigos, e conversas, como as que tenho o privilégio de ter com ele de vez em quando. Peter Drucker já escreveu, faz muito tempo, que devemos nos preparar para a segunda metade da vida, que se torna cada vez mais longeva, com o aumento da expectativa de vida. Usando o futebol como referência, alguns poucos jogadores sabem a hora de sair do campo, enquanto outros vão definhando nos campos a medida que envelhecem. Dois exemplos são Pelé e Garrincha. Não é fácil admitir que está na hora de sair, mas é bem melhor do que sair humilhado do cenário. A perda de poder, pelo fundador, ou da identidade (CNPJ) do executivo, são o principal obstáculo para aceitar a inevitável mudança na carreira. Renato Bernhoeft conclui com a seguinte frase, o que pensava no final da década passada, sobre sua trajetória dali para frente: “Não sei ainda o que eu vou fazer nos próximos anos. Quero me manter em um nível de visibilidade e reconhecimento. A vida após a empresa é um tema, sem dúvida.” Eu aceitei a inevitável finitude, além da necessidade de mudar meu papel. Como você está trabalhando este difícil assunto? #ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #empreendedorismo #Bernhoeft #HöftConsultoria

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