O dia após o Natal é geralmente de descanso, para recuperar as energias das festas. Quer me acompanhar em uma das atividades da segunda-feira (26/12)?Segundo minha esposa, eu sou extremamente previsível, que é um eufemismo organizado e seguidor de rotinas, o que não está muito longe, na verdade (meu eufemismo). Por isto, os presentes que recebo no Natal, são escolhidos de uma pequena lista. Um deles, invariavelmente, é um livro. Este ano resolveram me provocar presenteando com “O PREÇO DA PAZ – Dinheiro, Democracia e a Vida de John Maynard Keynes”, de Zachary D. Carter.Para um liberal como eu, admirador de Hayek, Mises e Friedman, isto é quase como dar o Capital para o ainda presidente. Felizmente uma das muitas diferenças que tenho com ele, é que procuro estudar estratégia. Sigo um dos ensinamentos de Sun Tzu: “Conheça o inimigo e conheça a si mesmo, de modo que em cem lutas você nunca estará em perigo”. Quando uma plêiade de keynesianos invadirão Brasília, tomando conta das nossas contas fiscais (algo como colocar o vampiro tomando conta do banco de sangue), nada melhor do que conhecer um pouco mais sobre este grande e injustiçado economista.Keynes é idolatrado pelos populistas, que acreditam que o dinheiro cresce em árvores, e demonizado pelos liberais, que não faltaram às aulas de matemática. Por azar de Keynes, os dois lados estão equivocados, porque só seguem, ou criticam Keynes por suas propostas de investimento em obras públicas para gerar crescimento. Esquecem, contudo, de marcos de Keynes como:- Crítica contra as reparações financeiras impostas à Alemanha ao fim da Primeira Guerra, caldo de cultura para o nazismo;- Crítica retomada do padrão-ouro pela Inglaterra em 1925, que causou uma catastrófica recessão;- Papel fundamental que desempenhou na Conferência de Bretton Woods, que criou o Fundo Monetário Internacional do Banco Mundial.A avaliação acima é uma reprodução parcial do prefácio da edição brasileira do livro, escrita pelo economista Gustavo Franco, um dos grandes liberais do Brasil, que deveria ser um detrator de Keynes segundo o manual “nós x eles”.A lição que aprendemos com o livro é semelhante à da parábola dos cegos e do elefante, na qual um grupo de cegos, que não conheciam um elefante, começaram a apalpá-lo para descrevê-lo. A moral da parábola é que assim os homens se comportam diante da verdade: tocam apenas uma parte e acreditam conhecer o todo. Moral para os economistas e políticos brasileiros, que assumirão em 01/Jan: Keynes não escreveu que podemos gastar, mesmo chamando de investimento, sem limites.Você conhecia este lado de Keynes?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #economia #recessão #inflação #Natal



