FIM DO GOVERNO ELEITO EM 2022.Muita calma nessa hora. Não me apedrejem os que votaram a favor, nem comemorem os que votaram contra. O que acabou foi o presidencialismo de coalizão que começou em 1988. Quer conhecer o novo modelo de divisão dos poderes?CURTA HISTÓRIAA história dos sistemas de governo no Brasil pode ser resumida em uma frase do livro “O Leopardo” de Giuseppe di Lampedusa: “Se quisermos que continue tudo como está, é preciso que tudo mude”. Desde a Independência, proclamada pelo filho do Rei de Portugal, passando pela Proclamação da República, sem disparar um tiro, até a promulgação do dicionário dos sonhos (leia-se Constituição Cidadã), não tivemos mudanças radicais.A Nova República manteve o sistema presidencialista, mas a pulverização do Congresso criou o presidencialismo de coalizão, diluindo o poder do presidente.BRASIL 2023Depois da eleição mais disputada e radicalizada da história, a utopia prometida era mudar tudo. Revogar reformas e implantar um modelo pós-modernista identitário. Para fazer as coligações como os sociais liberais (Simone Tebet e Faria Lima) para o segundo turno, já foi aplicado um grande desconto nessa promessa. O ministério Arca de Noé, com 37 ministros, começou a mudar no dia da posse. Com uma esmagadora maioria conservadora no Congresso, o Executivo teve que negociar verbas e cargos. Tirou mulheres do ministério e da CEF, entregando de porteira fechada, para partidos que não o apoiaram na eleição. Mesmo assim perdeu votações importantes, além de ver 13 (deve ser ironia do Lira!) vetos do PR foram derrubados.BRASIL 2024A derrubada do veto sobre a desoneração dos salários foi a gota que fez o copo transbordar. Vendo que teria que pagar mais por cada votação, o PR resolveu apostar em um novo aliado: o Supremo Tribunal Federal. Colocou um ministro com cabeça política no STF (Flávio Dino) e trouxe para o Ministério da Justiça, alguém com cabeça de ministro do STF (Lewandowski), nas palavras de Bruno Boghossian.BRASIL 2025/26O projeto vendido nas eleições acabou. No curto prazo, este presidencialismo judiciário deve enfraquecer o poder do Congresso. O custo virá mais tarde quando o STF sentir ainda mais o gosto do poder.Que achou do novo modelo de presidencialismo? Fontes: “Biografia do Abismo – Como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil” – Felipe Nunes e Thomas Traumann; “Reis eleitos, com o título de presidentes” – 14/01/2024 – Marcus Melo – Folha; “Lula escolheu governar com o Supremo” – Bruno Boghossian – Folha.#ismarbecker #politica #eleicoes #economia #motivacao #oportunidades



