Quando o passado não ilumina, o futuro vive em trevas. Quer conhecer a história de como um grande país está cometendo este erro?Uma mistura de ganância, arrogância, esquecimento da história, com interesses políticos pessoais deixou a Alemanha de joelhos com a suspensão do fornecimento de gás da Rússia, além de comprometer seu modelo econômico, baseado em combustível barato.Até agora foram criadas comissões (doença crônica alemã) para buscar alternativas de fornecimento, procurando culpados (dica: pesquisem os currículos de Gerhard Schroeder e Angela Merkel), vieram muitos alertas que o risco da dependência da China é muito maior.Mais de 10% das exportações alemãs vão para o país do meio, todas as grandes corporações alemãs têm fábricas na China. Pior do que isto, é a dependência da China para princípios ativos para medicamentos (quase 60%) e terras raras indispensáveis para as energias renováveis (eólica, solar e baterias).O mundo aprendeu com a invasão da Ucrânia que não pode depender de um só fornecedor, muito menos de um governado por uma autocrata. Isto levou a rever as cadeias logísticas reduzindo o offshoring (produção no local mais barato) por nearshoring (mais perto) e friendly-shoring (em países amigos).Contra toda esta lógica, a Alemanha acaba de vender uma parcela da empresa que administra o porto de Hamburgo para a Cosco, companhia marítima chinesa. Como este erro não foi suficiente, o primeiro-ministro alemão (Olaf Scholz) foi o primeiro líder de uma grande economia a visitar a China, após a eleição (sic!) que tornou Xi Jinping presidente (sic!) vitalício, em uma clara demonstração de subserviência.Claudia Major, especialista em segurança alemã, diagnosticou a mentalidade alemã, em uma recente palestra, disse mais ou menos assim: “Nós alemães sabemos jogar com regras claras e previsíveis. Este cenário acabou. Ou nos adaptamos ou não jogamos”.Não acredito que a geração de políticos e a maioria dos empresários alemães consiga se adaptar. Qual é a sua opinião?#ismarbecker #geopolítica #gás #petróleo #crise #recessão #inflação #economia #Rússia #Alemanha



