Pagar pelos erros doe não só no bolso. Quer conhecer a história de quanto um erro me custou?Depois de sair da empresa familiar onde atuei por quase 20 anos, comecei minha carreira de empreendedor. Os primeiros anos (fim da década de 90) foram excepcionais. Em 2002, o mundo desabou com a crise e uma mega desvalorização. Em alguns meses meu faturamento desapareceu.Esta é uma importante lição para quem quer empreender: você vai fazer trapézio sem rede. Depois de uns 2 anos de seca, começou a chover de novo na minha horta. Comecei a atuar como trader terceirizado da Studio Tacto, pequena fábrica de cerâmica de mesa. Posteriormente, assumi as vendas no mercado interno, para depois me tornar sócio da empresa. Quando as exportações (e comissões) estavam crescendo, cometi um erro que me custou meses de trabalho de graça.Embarcamos um container de pratos para o México, na condição CIF (Frete e seguro pago). O responsável pela documentação, que tinha pouca experiência, esqueceu de contratar o seguro, e eu não controlei a operação. Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, o navio encalhou em um porto Venezuelano. Achei que logo o navio seria desencalhado e continuaria a viagem. Ledo engano. Levou meses para concluir a operação.Mas ainda tinha coisa pior. Uma antiga lei do comércio internacional estabelece que o dono de uma carga sem seguro tem que arcar com uma parte proporcional do custo de salvatagem do navio, até o limite do valor da carga. Resultado: perdemos a carga. Como o erro foi meu, não tive dúvida em assumir o prejuízo, de uns 20.000 dólares.Você já teve que pagar por um erro? O que podemos aprender com a minha e a sua história?#ismarbecker #carreiras #empreendedorismo #ética #erros #exportação #liderança



