Para não desagradar gregos e troianos das eleições de domingo passado, serei econômico com as palavras. Como quem votou “B” ou “L” tem posição definida, não precisa ler este post. Os que não optaram pelos dois, querem saber como a imprensa Europeia avaliou as eleições? O Brasil dormiu mais dividido do que nunca no domingo. Como está difícil argumentar com qualquer um dos dois lados, selecionei alguns artigos da impresa europeia para provocar um debate, além de mostrar como somos vistos daqui. Isto é muito importante para um país exportador como o Brasil.Manchetes antes das eleições: Financial Times: As eleições brasileiras oferecem uma escolha pobre – A disparidade das pesquisas reflete mais a hostilidade candidato a reeleição do que entusiasmo com o opositor – A 10ª economia do planeta merece uma nova e melhor classe política. O que as pesquisas mostram é que o Brasil vai escolher a alternativa menos pior.Jornal Econômico – Rui Calafate – Um tiro no escuro – O Brasil merecia melhor, merece melhor. Que fique bem claro que entendo que nem Lula nem Bolsonaro servem para relançar o país e retirá-lo das sombras para a luz. São políticos do passado sem qualquer visão ou esperança para o futuro.Público – Álvaro Vasconcelos – “O Brasil tem futuro” – Um governo democrático terá que retomar a agenda ética e conquistar para o campo de democracia os mais de 30% de brasileiros que irão votar Bolsonaro.Charge do Bartoon Luis Afonso, no mesmo jornal – conversa de boteco – Uma pergunta: O que acha de Lula e de Bolsonaro? Resposta do outro: Bem, Lula tem vários aspectos negativos. Quanto a Bolsonaro é diferente. Não me ocorre nada de positivo.Manchetes após o 1º turno: Público: – Manuel Carvalho – Brasil: “As feridas continuam abertas” – O que a polarização agressiva, quase doentia, prova é um fracasso da democracia brasileira. O resultado das eleições são um indício de que as feridas abertas no país com a corrupção e pelo sinistro mandato de Bolsonaro, estão longe de estar curada.El País: “As eleições no Brasil em seis chaves – Pesquisas erradas, vitórias inesperadas em áreas fundamentais e um Congresso mais a direita resumem parte de uma jornada sem incidentes.Desafios do próximo governo: Quem quer que vença no 2º turno terá dois grandes desafios, além de uma série de desafios menores.- Congresso com viés de direita com Centrão forte. Isto cheira a abrir as burras dos cofres públicos, o que pode comprometer nossos fundamentos macroeconômicos. – Respingos (ondas fortes ou marolinha) da recessão mundial.Como você acredita que os dois candidatos administrariam estes desafios? #ismarbecker #eleições #economia #politica #Brasil #Congresso #Senado #juros #recessão



