COMPRA LEIPOLD 2810

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Por Ismar Roberto Becker

Comprar uma empresa deve ser um processo muito bem avaliado, que toma tempo. Se a empresa for em outro país, pior ainda. Quer conhecer a história de como comprei uma empresa na Alemanha em 45 dias?No final de novembro de 2014, recebi um e-mail de um concorrente alemão informando que tinha pedido falência da Leipold, fundada em 1924, e uma das mais conceituadas produtoras de decalcomanias para decorar porcelana e vidro do mundo.Leipold era para o mundo da decalcomania o que a Toyota é para automóveis, ou Rolex para relógios. A terceira geração da empresa seguiu o mantra: Pai Rico, Filho Nobre, Neto Pobre, dilapidando o que era a maior empresa mundial do setor. O proprietário que havia comprado a empresa na primeira falência, não entendia do setor, quebrando também. Minha primeira reação foi ignorar a mensagem, mas resolvi perguntar quanto ele acreditava que seria o valor do leilão. Aí tivemos um diálogo interessante: Eu: Quanto você acha que será o preço de venda? Ele: Não muito. Eu: Não muito para o Bill Gates é uma coisa, para mim é outra. Ele: menos de 300 mil Euros. Esta conversa foi no dia 27/11.  As rápidas etapas seguintes foram:                                              – Assinar um Termo de Confidencialidade para receber informações iniciais da empresa (30/11);- Contatos com fornecedores e clientes, viagem para Alemanha (12/12), com  assinatura de uma Carta de Intenções, que me deu acesso para informações mais detalhadas; – Retorno ao Brasil (17/12) para avaliar as informações recebidas, fazer novos contatos com clientes, convencer meu sócio a fazer uma oferta; – Envio de uma oferta formal como lance do leilão (05/01/2014).Aqui cabe uma nota: A administradora da falência informou que havia somente uma outra oferta, que era para fechar a empresa. Por isso, ela aceitaria até uma oferta mais baixa, desde que não fosse “Frech” (Insolente). Entre nós: a minha proposta foi a metade do que seria avaliado como insolente.No dia 06/01, lá pelas 12 horas, no Kananga, restaurante/bar na avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, saboreando uma boa caipirinha, a advogada me ligou. A conversa foi rápida: Ela: o senhor não acha que sua proposta foi “frech” (insolente). Eu: Pelo valor ofertado sim, mas como minha proposta mantém 34 empregos, não. Ela, depois de um silêncio de mais ou menos um minuto: proposta aceita! Foi assim que em menos de 45 dias me tornei o feliz (foi o que achei na época) proprietário de uma empresa na Alemanha. Para não influenciar a resposta, não contarei a reação da minha esposa e filhos, mas que grau de insanidade você daria a alguém que faz um negócio assim? #ismarbecker #oportunidades #carreiras #motivação #empreendedorismo #exportação #Alemanha 

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