Aprender com erros é muito importante. Quer conhecer a história de como uma empresa conseguiu derreter as vendas do seu produto líder e o valor das ações de uma das maiores empresas do planeta?O tema deste post é altamente controverso. Não tenho a pretensão de julgar ninguém, muito menos tomar posições. Gostaria de provocar uma saudável discussão sobre os papéis e as prioridades de uma empresa, que na minha opinião estão sendo subvertidos. Se o extremo de Milton Friedman (O negócio do negócio é o negócio) não é mais aceito, a ideologização do stakeholder, muitas vezes transvestido (desculpem o trocadilho) de ESG, pode ter ultrapassado seus limites.O movimento WOKE vem dominando os temas de gêneros raciais, culturais e históricos nos EUA já faz algum tempo. As mais renomadas universidades americanas estão mais doutrinando do que ensinando os alunos a pensar.Uma esdrúxula parceria entre esquerdistas radicais com grandes empresas exerce um papel de polícia, impondo os princípios ESG, que na sua essência são totalmente defensáveis. No início de abril, um curto vídeo da influencer trans Dylan Mulvaney agradecendo um presente da Budweiser com latas da sua marca líder (Bud Light) com a foto dela, fizeram as vendas a cerveja mais vendida nos EUA caírem mais de 25%, e as ações da AB InBev perderem 20%. Mesmo que as vendas da Bud Light representem só 1% do faturamento do grupo. Um boicote dos consumidores, majoritariamente conservadores, já causou a demissão de mais de 400 executivos da empresa, entre eles a vice-presidente de Marketing, que defendeu a influencer.Quais as lições que podemos aprender com o que está acontecendo com a Bud Light?1. Não esqueça quem é o seu cliente. A declaração do CEO da empresa já reconheceu este erro com a declaração (em tradução livre): “Nós nunca tivemos a intenção de participar de discussões que dividem as pessoas. Nosso negócio é agregar pessoas tomando cerveja. Vamos voltar às fábricas com ótimas cervejas para todos”.2. Sem resultado (lucro) nenhum negócio pode atender os interesses dos stakeholders, que não são sócios. As Lojas Americanas, por sinal, com três sócios que mandam na AB InBev, são um péssimo exemplo desta inversão de prioridades.3. Empresas não devem ter pautas ideológicas, com exceção daquelas que promovam a democracia e o livre mercado.Qual a sua avaliação sobre a crise da Bud Light?#ismarbecker #ESG #carreiras #oportunidades #politica #woke



