BRICS

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Por Ismar Roberto Becker

O Banco dos BRICS pode ser muito maior do que o FMI, sem que os pagamentos atrofiam as finanças do devedor. Quer conhecer ideias do autor desta verdadeira pérola da economia?O presidente tem se esforçado para superar o anterior nas besteiras que fala. Enquanto a anterior atropelava o politicamente correto, o atual detona o bom senso da economia.No conceito do Nassim Taleb, o Brasil é um país antifrágil sobre “coisas que se beneficiam com os impactos” e que “crescem quando expostas à volatilidade, à aleatoriedade, à desordem e ao estresse”.Qual outro país teria aproveitado o show de horrores na Nova Matriz Econômica para fazer Reforma Trabalhista, Previdenciária, Teto dos Gastos, independência do Banco Central, só para citar alguns? Graças a esta antifragilidade, em pouco tempo de mandato, ninguém leva a sério qualquer declaração do presidente, muito menos a última sobre o Banco dos Brics de ser muito maior que o FMI, assim que chegou na África do Sul para o encontro.O acrônimo BRIC foi criado pelo economista Jim O’Neil como Brasil, Rússia, Índia e China, que segundo ele, possíveis potências dominantes em 2050. O S é de South África incluído em 2010.Em 2009, o grupo foi formado para melhorar a situação econômica mundial e reformar as instituições financeiras. Nada megalômano o objetivo! O’Neil previu que aconteceria uma nova divisão do trabalho. O Brasil seria o armazém das matérias-primas e o “bread basket” com o agronegócio. A Rússia o posto de abastecimento, a Índia a fábrica do conhecimento e a China a grande indústria mundial. As previsões caminhavam bem, com a China puxando a fila até a pandemia e a invasão da Ucrânia, que terá consequências ainda imprevisíveis.Em 22/08, começou o encontro anual dos Brics. Putin não está participando por razões legais. Se sair da Rússia será preso em qualquer país democrático. Para a surpresa geral, Xi Jinping não compareceu à cerimônia de abertura. Dizem as más línguas, que foi birra porque os outros não concordaram com sua agenda de abrir a porteira para mais 20 países, a fim de fazer frente ao G7. Entre eles: Arábia Saudita, Indonésia, Irã, Argentina, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Egito, além de Cuba.  Com a Rússia no papel de pária internacional e o modelo chinês começando a fazer água, o grupo precisa de reforços. A China e a Rússia querem deixar todos entrarem para compensar sua perda de poder e continuar a luta para acabar com o modelo das democracias. O Brasil, em uma rara demonstração de inteligência estratégica, não quer cutucar os EUA de vara curta, não concordando com a pauta. Defende somente a entrada da Argentina para emprestar dinheiro para que os hermanos peronistas não percam as eleições.Nunca fui favorável às enquetes no LinkedIn, mas farei uma exceção.Você é contra as viagens internacionais do presidente porque custam muito caro?É a favor, por que assim ele tem menos tempo para falar e fazer bobagens no Brasil?#ismarbecker #geopolitica #economia #BRICS #exportacoes

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