Provavelmente você já decidiu em quem votar nas eleições do próximo domingo. Quer saber o que pode acontecer após as eleições?O cenário econômico mundial atual pode ser descrito como uma bomba relógio (que pode explodir a qualquer momento). A inflação deflagrada, direta ou indiretamente, pela pandemia, agravada pela invasão da Ucrânia, obrigou os Bancos Centrais a aumentar os juros. Isto deflagrou a sequência de: valorização do dólar + investidores buscando segurança no dólar + valorização do dólar + dificuldade países, empresas e pessoas físicas em pagar os juros + queda vendas + cancelamento pedidos + fechamento de empresas + desemprego. Este ciclo vicioso que já começou nesta semana, com a desvalorização de quase todas as moedas, queda nas bolsas de valores, controle de remessas de dívidas na China. O cenário é que poderemos entrar um uma recessão global, igual ou pior do que a do início dos anos 70. Nossos fundamentos macroeconômicos (reservas externas, balanço de pagamentos, baixa dependência de importação de energia, relativo equilíbrio fiscal, etc.) são muitíssimos melhores do que quando quebramos em 1971/2, mas seremos afetados. No curto prazo, as exportações, principalmente de commodities minerais devem cair (volume e preço), as compras para o natal serem muito menores, o Real deve desvalorizar ainda mais, os juros podem aumentar. Estas são as más notícias. As boas é que acredito que seremos muito menos afetados do que a maioria dos países. Seremos impactados por uma onda mais forte, já que com ou sem crise os chineses continuarão consumindo nossa soja, milho, frango e suínos. AMEAÇAS INTERNAS – A história nos ensina muito, principalmente a não repetir erros. A humilhação da Alemanha, após a Primeira Guerra, e a conquista do Império Inca, por meia dúzia de espanhóis, são exemplos do que não devemos fazer: – Os vencedores das eleições não podem humilhar os perdedores. – Um país dividido (nós x eles) ficará muito mais frágil para enfrentar a crise econômica mundial.BRASIL 2023/2026 – Três características prováveis, cuja intensidade varia de acordo com quem ganhar (B ou L): – Liberalismo: Acabará a curta a experiência liberal na economia, que blindou (pelo menos parcialmente) o Brasil da crise mundial. O Posto Ipiranga será fechado pelo governo L, ou vai acabar o combustível no governo B. – Divisão Poderes: Com “B” veremos o espaço do Executivo diminuir ainda mais. O Legislativo (leia-se Centrão) vai se apoderar do pouco do orçamento que sobra para investimentos. O jacobinismo do Judiciário continuará. Em um governo L (provável segundo fontes confiáveis de fora do Brasil) o Executivo retoma uma parte do espaço que perdeu.- Populismo/Fascismo: práticas populistas (falar em nome do povo) e fascistas (nós x eles) vão continuar com qualquer governo. Qual é a sua aposta? #ismarbecker #política #economia #geopolítica #exportações #oportunidades #crise #recessão



