INFLACAO CONTINUA 1004

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Por Ismar Roberto Becker

A imprensa mostra diariamente mortes, destruição e a fuga de refugiados da guerra na Ucrânia. Estas tragédias estão longe do Brasil, por isto muitos não dão muita importância. Mas não é assim que funciona. Quer conhecer os problemas que nos esperam nos próximos meses?A pandemia provocou um aumento brutal da inflação pela combinação de falta de alguns produtos (fábricas paradas), ruptura na logística mundial (paralisação de portos e navios) e aumento do consumo (auxílio emergencial). Renomados economistas previam que este aumento seria passageiro porque os três fatores acima iriam desaparecer. Segundo uma das leis de Murphy (vale a pena ver informações ver no Google): “Não tem nada tão ruim que não possa piorar”. Com a guerra além da inflação, os preços continuarão altos por um período bem mais longo. Como sempre, os mais afetados são os mais pobres (famílias e países). Os principais impactos nos preços dos alimentos serão:- Commodities agrícolas: A Rússia e a Ucrânia exportam 30% do trigo, 17% do milho, 32% da cevada e 75% do óleo de girassol, fundamental na culinária de alguns países. É necessário falar do impacto do aumento do trigo no pão nosso de cada dia e nas massas. Para os que não comem cevada, é bom lembrar que ela é matéria-prima básica da cerveja.- Fertilizantes: A Rússia e a Bielorussia (aliada do vizinho) juntos lideram a produção mundial de fertilizantes. Além dos aumentos de 20 a 54% de alguns tipos de fertilizantes, é quase certa uma falta do produto. A produtividade do cerrado brasileiro simplesmente despencou sem o uso intensivo de fertilizantes.- Combustível: Na produção agrícola (tratores e colheitadeiras) e no transporte, o óleo diesel representa uma parcela significativa. Antes de alguma solução para a guerra, não temos expectativas de uma redução forte no preço do petróleo.Se isto não fosse suficiente teremos mais algumas quebras de fornecimento, que impactarão os preços dos alimentos: latas de alumínio, matéria-prima conhecida como eletricidade em forma sólida; garrafas e potes de vidro, que são fundidas e prensadas com gás; alguns tipos de papéis (higiênico e de limpeza).  Para completar, a comida mais cara será servida em pratos de cerâmica ou vidro mais caros, já que são queimados com gás natural ou liquefeito (mais ou menos 20% do custo de produção).Esqueci algum outro fator?#ismarbecker #inflação #alimentos #supplychain #guerra #Ucrânia #Rússia 

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