SALVANDO A HUMANIDADE

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Por Ismar Roberto Becker

O que fazer com uma ideia que falhou em todas as tentativas ao longo de séculos para funcionar? Tente mais uma vez, com uma nova embalagem.

Quer conhecer a última embalagem do mundo perfeito?

“O capitalismo não funciona.”

“A economia deve buscar o bem comum. O Estado não pode só corrigir as falhas do mercado. O Estado tem que ser coprodutor de valor. Deve formular missões públicas ambiciosas, envolvendo múltiplos setores na solução de desafios como mudanças climáticas, desigualdade e saúde pública.”

“Os liberais devem falar menos sobre distribuição de riqueza e mais sobre a criação da riqueza.”

A última embalagem da utopia igualitária, resumida nas frases acima, está no site marianamazzucato.com, nova musa embaladora de sonhos.

Para os que querem parar de ler por aqui, a Mazzucato cita os governos (sic!) progressistas brasileiros como um modelo a ser seguido.

O outro exemplo a ser seguido, segundo a utópica de saias, é o plano (sic!) da ONU com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, detalhados em 169 metas, medidas por 213 indicadores.

O grande Peter Drucker já nos ensinou que devemos restringir o número de objetivos aos recursos escassos disponíveis. Como esse ensinamento foi solenemente ignorado no dicionário de sonhos da ONU, o balanço dos resultados atingidos é pífio.

Na mais nova versão do “desta vez será diferente”, a italiana alega que o sistema capitalista está quebrado. Que a crise climática está acelerando. Que a confiança pública está diminuindo. Tudo isto sem mencionar uma fonte confiável, além da sua leitura pessoal.

Para atingir essa utopia 300.0 (o chute do número é meu), ela propõe:

– Propósito: definir uma missão clara.

– Cocriação e participação: objetivos definidos junto à sociedade.

– Aprendizado coletivo: aprender com a interação das instituições.

– Compartilhar riscos e recompensas das inovações.

– Prestação de contas.

Quem, em sã consciência, pode se contrapor a propostas maravilhosas como estas?

Vamos ver como elas funcionaram aqui no Brasil, um dos (des) governos que a Mazzutato, assessora?

– PAC 1: tinha 12.163 projetos. Mais de 82% dos recursos foram aplicados. Uns 40% concluídos.

– Refinarias Petrobras: mais de 100 bilhões de reais foram enterrados em obras. Somente uma opera parcialmente.

– Correios: para garantir que cartas que ninguém mais envia, torra bilhões de reais anualmente.

A pergunta que não quer calar: Mazzucato é mais uma vendedora de sonhos ou a Aiatolá de Garanhuns a enrolou também?

Fonte: The Common Good Economy – A New Compass – Mariana Mazzucato.

#ismarbecker #economia #Utopias #Socialismo #Populismo #DeficitFiscal #juros

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