O que fazer com uma ideia que falhou em todas as tentativas ao longo de séculos para funcionar? Tente mais uma vez, com uma nova embalagem.
Quer conhecer a última embalagem do mundo perfeito?
“O capitalismo não funciona.”
“A economia deve buscar o bem comum. O Estado não pode só corrigir as falhas do mercado. O Estado tem que ser coprodutor de valor. Deve formular missões públicas ambiciosas, envolvendo múltiplos setores na solução de desafios como mudanças climáticas, desigualdade e saúde pública.”
“Os liberais devem falar menos sobre distribuição de riqueza e mais sobre a criação da riqueza.”
A última embalagem da utopia igualitária, resumida nas frases acima, está no site marianamazzucato.com, nova musa embaladora de sonhos.
Para os que querem parar de ler por aqui, a Mazzucato cita os governos (sic!) progressistas brasileiros como um modelo a ser seguido.
O outro exemplo a ser seguido, segundo a utópica de saias, é o plano (sic!) da ONU com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, detalhados em 169 metas, medidas por 213 indicadores.
O grande Peter Drucker já nos ensinou que devemos restringir o número de objetivos aos recursos escassos disponíveis. Como esse ensinamento foi solenemente ignorado no dicionário de sonhos da ONU, o balanço dos resultados atingidos é pífio.
Na mais nova versão do “desta vez será diferente”, a italiana alega que o sistema capitalista está quebrado. Que a crise climática está acelerando. Que a confiança pública está diminuindo. Tudo isto sem mencionar uma fonte confiável, além da sua leitura pessoal.
Para atingir essa utopia 300.0 (o chute do número é meu), ela propõe:
– Propósito: definir uma missão clara.
– Cocriação e participação: objetivos definidos junto à sociedade.
– Aprendizado coletivo: aprender com a interação das instituições.
– Compartilhar riscos e recompensas das inovações.
– Prestação de contas.
Quem, em sã consciência, pode se contrapor a propostas maravilhosas como estas?
Vamos ver como elas funcionaram aqui no Brasil, um dos (des) governos que a Mazzutato, assessora?
– PAC 1: tinha 12.163 projetos. Mais de 82% dos recursos foram aplicados. Uns 40% concluídos.
– Refinarias Petrobras: mais de 100 bilhões de reais foram enterrados em obras. Somente uma opera parcialmente.
– Correios: para garantir que cartas que ninguém mais envia, torra bilhões de reais anualmente.
A pergunta que não quer calar: Mazzucato é mais uma vendedora de sonhos ou a Aiatolá de Garanhuns a enrolou também?
Fonte: The Common Good Economy – A New Compass – Mariana Mazzucato.
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