Nós, catarinenses, somos intolerantes com os que dizem que traficantes são vítimas. Com populistas corruPTos. Com maniqueístas que separam para ter poder. Com os que mantêm os pobres dependentes e ignorantes para ganhar as eleições. Com xenófobos.
Não devo nenhuma satisfação ao elemento que nos agrediu e ofendeu, mas, para esclarecer alguns incautos, trago um pouco da história da nossa SANTA BELA, RICA, INCLUSIVA, TOLERANTE, HOSPITALEIRA CATARINA.
Por mais de 200 anos após Cabral chegar aqui, fomos esquecidos. Aqui não tinha ouro, não dava para plantar cana. Não tinha Pau-brasil. No máximo, navios paravam na nossa costa para se abastecer de água e madeira. No interior passava o gado, ou o charque, com destino ao sudeste.
Esse cenário começou a mudar com a chegada dos açorianos no litoral. Depois vieram germânicos, poloneses, ucranianos. Mais tarde, os italianos e turcos (na verdade, libaneses).
A maioria desse povo chegou com a roupa do corpo, fugindo da fome. Começaram literalmente do zero. Cresceram pelo trabalho, disciplina, educação, respeito ao próximo.
No meio do século XX, vieram nossos irmãos gaúchos em busca de terras férteis no Oeste do Estado. Uma viagem para a capital era uma aventura que podia levar dias.
Mais recentemente, os exilados das ditaduras comunistas da Venezuela e Cuba, além dos que estão fugindo da fome do Haiti. Todos encontraram aqui um lugar para refazer suas vidas e criar seus filhos em liberdade.
Vivemos em harmonia, com liberdade para correr atrás dos seus sonhos, em um dos locais mais seguros do país. Aqui, traficante é bandido e tratado como tal.
Somos uma sociedade inclusiva, onde todos podem crescer, no conceito de Daron Acemoglu no livro ‘Por que as nações fracassam?’
Somente 4,4% das famílias catarinenses ganham o Bolsa Voto (ops! Família), contra 17,1% da média nacional e mais de 40% no Maranhão.
Mandamos mais de 170 bilhões de reais em impostos anuais para Brasília. Recebemos menos de 10% de volta. Apesar do descaso deste (des) governo, nos últimos três anos, o nosso PIB cresceu 25% mais do que o do País.
Nossa sociedade inclusiva criou as condições para esse crescimento, mas não podemos esquecer outra razão fundamental. Desde 2024 nenhum dos 295 municípios catarinenses tem um prefeito do partido (sic!) do sistema extrativista, mantido como reserva de voto.
Na definição do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), xenofobia é o medo, a rejeição ou a hostilidade contra pessoas percebidas como estrangeiras ou provenientes de outra região, país ou origem. Você concorda com insinuações xenófobas contra os catarinenses?
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