Um tsunami eleitoral está acabando com as experiências progressistas clePTocratas na América do Sul. Quais seriam as causas?
Hoje vou quebrar minha rotina de escrever nas quartas-feiras sobre Empresas Familiares. Um dos temas recorrentes nesses posts é a governança, os bons princípios de gestão e o respeito ao dinheiro dos outros.
O resultado das eleições na Colômbia me inspirou a comparar as causas da derrocada das empresas familiares, onde alguns familiares mordem o caixa para pagar seus sonhos, com a ineficiência e corrupção inerentes à quase totalidade dos presidentes progressistas sul-americanos.
Como toda regra tem uma exceção, no Uruguai, a esquerda é diferente, principalmente por não misturar o público com o privado.
Esta onda que varreu a Argentina, a Bolívia, o Chile, a Colômbia e o Peru não é coincidência, nem influência do Trump. É o resultado de um povo cansado de mentiras, de roubo e miséria.
O filósofo alemão Schopenhauer argumentava que a vida oscila, como um pêndulo, entre a dor e o tédio. Parece que esta lógica está influenciando os eleitores sul-americanos.
Insatisfeitos com as reformas liberais dos anos 90, os eleitores caíram no canto da sereia da maior proteção social; maior presença do Estado; redistribuição de renda; afirmação identitária.
Em um primeiro momento, o resultado agradou quase todos. Após um tempo, contudo, veio a conta do Gasto é Vida.
O crescimento do Estado não é grátis. O déficit gera inflação paga pelos mais pobres. A corrupção fica escancarada. Traficantes são considerados vítimas.
Essa é a razão do tsunami que varreu o progressismo clePTcrata da América do Sul. Para exterminar esse câncer, só falta o Brasil.
A política latino-americana talvez não avance em linha reta. Como observou Schopenhauer sobre a condição humana, ela oscila como um pêndulo. Ontem, o eleitor temia o mercado e buscava o Estado. Hoje, teme o Estado e busca o mercado.
As perguntas que não querem calar:
os eleitos poderão entregar o que o povo quer?
O pêndulo de Schopenhauer vai de um lado para o outro. Quanto tempo levará para ele voltar?
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