“Cuba se abre al Capitalismo y aprueba su mayor reforma em decadas. El Gobierno de La Habana anuncia la liquidacion de empresas publicas y entierra el igualitarismo.”
O texto acima é uma chamada do jornal progressista (sic!) espanhol El País. Faço esta ressalva para que os progressistas (sic!) brasileiros não comecem a jogar pedras e vejam o que pode acontecer por aqui.
Mais duas declarações de líderes cubanos mostram o tamanho do terremoto político na ilha prisão, que já foi a joia da coroa do comunismo mundial.
“La realidad nos obliga a hacer lo que de outra forma no habiamos hecho nunca” – Fidel Castro, que nunca fez o que pregou, além de deixar uma herança milionária para a família.
“Debemos sentirnos responsables de todo que funciona mal en Cuba” – Diaz Canel – Presidente cubano.
Sete décadas separam ambas as declarações. Neste período, o país teve um período dourado de 1960 até 1989, quando a ineficiência do modelo estatal foi compensada com gigantescas transferências da URSS.
Teve uma sobrevida com a injeção de petróleo na veia do companheiro Chavez e uns “emprestados” da clePTocracia brasileira. Com a prisão de Maduro, que apodrece (desculpe o trocadilho) em uma prisão americana, o garçom informou que acabou a bebida.
O pacote liberal, aprovado por unanimidade pelo parlamento, inclui a venda de ações de empresas estatais (eufemismo para privatização), empresas privadas com mais de 100 funcionários, participação de capital estrangeiro, contas bancárias em moedas estrangeiras, livre negociação salarial.
As perguntas que não querem calar são: isto vale a partir de quando? Quem vai ganhar mais?
Baseado na história da implosão da URSS, tenho dois palpites:
– A Gaesa (Grupo de Administracion Empresarial AS), teoricamente das Forças Armadas, mas, na verdade, uma empresa familiar dos Castro, que já controla mais de 50% da economia cubana, vai aumentar seu naco.
– Jared Kushner, primeiro-genro de Trump, deve passar muito tempo em Cuba nos próximos anos.
Quero externar meus profundos sentimentos aos fãs do milagre cubano aqui no Brasil, que quase ao mesmo tempo foram surpreendidos (sic!) pelos negócios imobiliários do Galego baiano, amigo do Aiatolá de Garanhuns, que acabou de declarar que nunca foi de esquerda.
Isto não foi uma carga demasiadamente dura para os progressistas (sic!) tupiniquins?
Fontes: “Cuban lawmakers approve sweeping reforms to Socialist model amid US pressure” – Reuters; “Cuba se abre al Capitalismo y aproba su mayor reforma em decadas” – El Pais.
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