A Muti Merkel mandou na Alemanha por 16 anos. Seus sucessores afundaram o país em uma grave crise. Como e quando a Alemanha vai se livrar deste fantasma? O que o Brasil pode aprender com isso?
Perón começou a destruir a Argentina em 1946. Foi afastado em 1955, retornou brevemente em 1973. Mesmo afastado e, após morto, continuou a influenciar o naufrágio do país, que Milei está tentando reconstruir.
Alguns analistas políticos estão fazendo analogias com o legado peronista, com o da Muti. Vejamos as causas.
– Herança: no primeiro governo sem Merkel, da coalização sinaleiro – Vermelho – Socialista, Verdes – xiitas ambientais e wokismo, Amarelos (Liberais) brigaram entre si de 2021 a 2024.
O governo atual (pretos – Cristãos democratas e vermelhos) assumiu em 2025, com um claro estelionato eleitoral, por ignorar a AfD (direita), segunda colocada, aliando-se aos vermelhos, grandes derrotados da eleição.
Nos últimos 5 anos, nada foi feito para mudar a desastrosa herança que Merkel deixou.
– Fim do centro político: a manutenção das pautas ideológicas, rejeitadas nas eleições de 2021, aliada ao Brandmauer (isolamento da AfD), levou eleitores tradicionalmente moderados a migrar para um partido que tem uma imagem de radical.
A AfD passou de 4,7% dos votos nacionais em 2013 para 20,8% na eleição de 2025. Pesquisas indicam que, se novas eleições fossem convocadas hoje, teria 25 a 29% dos votos. Quanto mais a atual coalizão durar, mais votos a AfD terá.
– Paralisia decisória: como os partidos da coalizão discordam em quase tudo, reformas prometidas nas eleições ficam paradas.
O resultado é um governo pato manco, que perde votos para a AfD, com quem eles se excluem de coligar.
Enquanto isso, o eleitor assiste ao fechamento de empresas, ao desemprego, ao medo do futuro.
O cientista político Werner Patzelt, uma rara combinação de competência acadêmica, argumentativa e ironia, faz o seguinte alerta: “uma democracia não pode ignorar indefinidamente milhões de eleitores sem pagar um preço político”.
Mas o que isso tem a ver comigo aqui no Brasil, Ismar?
Simples. Temos um (des) governo minoritário, como o alemão, porque mais de 50% dos seus votos foram comprados pelo Bolsa Voto.
A maldição do Aiatolá de Garanhuns terminará com o seu fim biológico ou seguirá o modelo de Perón?
Fonte: “Merkel schwebt über allem” – Ptatzelt Politik – Apollo News.
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