A OPINIÃO VIROU CRIME?

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Por Ismar Roberto Becker

Nos cinco anos escrevendo quase diariamente no LinkedIn sofri toda sorte de críticas. Não estou reclamando, afinal quem está na chuva tem que se molhar.

Interessante é que as críticas são ecumênicas: vem de todos os lados.

Já fui taxado de nazista, comunista, liberal, elitista, egoísta, e outros “istas” mais.

Já fui cancelado por um doutrinador de uma universidade (sic!) pública. Já fui ameaçado por fanáticos que habitam as cavernas ideológicas dos dois extremos do maniqueísmo eneadátilo e messiânico brasileiro.

Quando pensei que já tinha lido tudo, na semana passada fui surpreendido por uma crítica inédita: emitir minha opinião.

Vamos as pérolas, em transcrição literal, de dois comentários no post (https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-guerra-geopolaedtica-share-7466443385751482368-KKJa/?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAARo_foBpfX5GE_-09VncWDfJ_1OyK0NtBc)

“Suas afetividades atrapalham seu senso crítico”. Não satisfeito o autor (ou o LLM que escreveu para ele) complementou “o texto está cheio de problemas”.

“O texto começou como dinheiro move as guerras, mas termina apostando no futuro como se tivesse uma bola de cristal”.

No post, comentei um recente livro da jornalista alemã Ulrike Herrmann, sendo um raro exemplar de anticapitalista que pensa.

Sigo a máxima de Sun Tzu (Conheça teu inimigo e terás metade da batalha ganha). Por isso, quando morei na Alemanha, li Kein Kapitalismus ist auch keine Lösung (Sem Capitalismo Também Não É Solução).

Desde Marx, a terra dos meus antepassados é prodiga em correr atras de utopias.

Seu último livro (Geld as Waffe – Dinheiro como Arma), fala sobre a importância do dinheiro nas guerras.

Aproveitei o gancho para utilizar alguns conceitos do livro e emitir opiniões, fazendo um paralelo sobre as guerras da Ucrânia e do Irã.

Já sabia que o (des) governo decidiu censurar as mídias sociais através da ANPD — Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Com a provável ajuda de experts chineses, solicitados pela primeira-dama, este órgão terá atribuições semelhantes às do Reichsministerium für Volksaufklärung und Propaganda (Ministério do Esclarecimento Público e Propaganda do Reich), comandado pelo autor da frase “a propaganda não tem a função de ser inteligente, tem a função de levar ao sucesso”.

O que eu não sabia é que a supressão da liberdade de pensar, de emitir opiniões, chegou ao LinkedIn.

Será que as duas opiniões são de autoria própria ou de alguma IA cheia de bias?

#ismarbecker #censura #LiberdadeExpressão #Liberalismo #Cancelamento #CensuraNuncaMais

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