FAMILIARES NO NEGOCIO 1608

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Um motivador dos empreendedores é o bem-estar da família. Empregar familiares no negócio faz parte deste sonho, mas pode se transformar em um pesadelo. Quer conhecer algumas recomendações sobre o assunto?Em um almoço com um amigo, ele fez a pergunta de 1 milhão de dólares: quais regras sigo para empregar familiares no negócio? Brinquei com ele que se eu tivesse uma resposta, provavelmente não teria tempo para estar almoçando com ele. Minha agenda estaria completa com assessorias de empresas familiares. Como tudo em uma empresa familiar, não existem regras imutáveis, mas alguns caminhos devem ser seguidos.O pilar sobre o qual devemos discutir alguns parâmetros para a contratação de familiares é o entendimento do modelo dos Três Círculos de John Davis e Renato Tagiuri, que mostra que existem três papéis que podem ser assumidos em uma empresa familiar: propriedade (sócio); família (membro); gestão (executivo).Muito provavelmente alguns dos familiares não queiram ou não tenham qualificação para serem gestores. Na Alemanha, cuja força econômica está baseada em pequenas e médias empresas familiares, milhares delas tem um problema peculiar: a geração Z, não quer nem ser sócia, quanto menos executiva. Talvez por estarmos atrasados em relação à Alemanha, aqui o problema é o oposto: todos querem ser sócios e executivos, além de já serem da família.Os parâmetros para a contratação de familiares, incluem experiência fora da empresa familiar; cursos de graduação ou até pós-graduação obrigatórios; limite de membros de cada família acionista; competência, no mínimo igual, a profissionais do mercado; existência de vaga aberta; clara descrição das funções, horários, objetivos; ser entrevistado/avaliado por pessoas externas ao negócio; pagar salários de mercado; deixar claro que o emprego é um privilégio, não um direito.  Na minha experiência trabalhando como executivo em uma empresa família, depois com clientes, na grande maioria familiares, acrescentaria em comentário e uma recomendação:Regra #1: “Não devemos contratar quem não podemos demitir”                  Regras #2: “Lembre da regra #1, ao contratar um filho, e especialmente um genro ou nora”.A estatística nos mostra que os parentes legais (ou por afinidade) causam os maiores estragos quando estão no negócio. Caso demitidos, criam atritos com a esposa, que protege o genro e a filha, e com estes dois. Muitas vezes é mais barato pagar um salário para ele ficar fora da empresa.Você tem alguma experiência de boas ou más contratações de familiares?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #Familybusiness #família

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest