Quatro coisas acontecem normalmente nas empresas: fricção, confusão, conflitos e procrastinação. Todo resto requer liderança. Quer conhecer algumas dicas de como tratar os conflitos entre sócios?Em qualquer sociedade, começando pelo casamento, passando pela família e nas empresas, as divergências de opinião, estilo de gestão, prioridades pessoais, são alguns dos fatores que deflagram um conflito, que pode terminar com a sociedade.Na semana passada, conversei com um empreendedor, que tem um sócio. Sem conhecer o sócio, foi fácil entender que os dois têm estilos de gestão diferentes (macro x micro manager). Isso não necessariamente é ruim, já que um complementa o outro.Vivenciei uma situação em uma das empresas da qual era sócio. Aprendi muito com o detalhismo da minha sócia, mas acabei saindo. No caso do jovem empreendedor com o qual conversei, uma coisa é absolutamente certa: se ele não conversar com o sócio, a ruptura, mais cedo ou mais tarde, é certa. O que eu faria no lugar dele?1. Sentar e conversar: acordar que existe um conflito de opiniões sobre o negócio, negociar uma trégua (evitar embates), colocar as diferenças sobre a mesa, definir um cronograma (tempo) para chegar em um acordo. Dependendo da gravidade das divergências será necessário um mediador.2. Projetar cenários de saída: vender o negócio, vender sua participação, comprar a participação do sócio.COMO FAZER?Sou um seguidor do Projeto de Negociação de Harvard. O livro “Como chegar ao sim”, de William Ury e Roger Fischer. O princípio básico do método Harvard é que todas as partes envolvidas na negociação devem se beneficiar, em uma ganha-ganha. Os quatro pontos básicos são:1. Separar as pessoas dos problemas: o sócio não é inimigo, embora possa parecer. Não procurar culpados. Tentar colocar-se no lugar do sócio. 2. Focar nos interesses e não posições: identificar os reais interesses de cada um. Falar claramente, sem emoção. Ouvir atentamente, sem críticas. 3. Buscar opções ganha-ganha: não colocar posições definitivas sobre a mesa, principalmente no início do processo. Não fazer ameaças. Lembre-se que mais vale um mau acordo do que uma boa demanda. 4. Insistir em critérios objetivos: desenvolver critérios e padrões para avaliar o negócio.Você teria mais alguma sugestão para este jovem empreendedor?#ismarbecker #carreiras #oportunidades #empreendedorismo #negócios #gestão #liderança



