BALANCO 2022 0101

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Por Ismar Roberto Becker

Uma das tarefas do final do ano é fazer uma retrospectiva dos fatos mais marcantes que podem afetar nossas vidas, empregos e negócios. Quer conhecer quatro deles?A invasão da Ucrânia dominou o noticiário mundial, criando heróis e bandidos, aumentando a inflação mundial, uniu o mundo ocidental contra a barbárie, provocou uma revisão ainda mais profunda da globalização, e confirmou as vantagens das democracias (ainda que imperfeitas) sobre as ditaduras autocráticas.VENCEDORES:- Presidente ucraniano Zelensky: Não ganhou a guerra, mas está comandando uma resistência inimaginável contra um dos maiores exércitos do mundo. Claro que as armas e dinheiro de quase todas as grandes economias ocidentais ajudaram, mas sem a bravura dos ucranianos nada seria possível.- Presidente americano Biden: já tinha sido politicamente acabado com a atabalhoada retirada do Afeganistão. Demonstrou liderança na hora certa, liderando o apoio à Ucrânia.- Otan: passou de uma aliança militar sem dentes para um grupo coeso. A entrada, quase inacreditável da Suécia e Finlândia, cercou a Rússia no flanco ocidental.- Democracias liberais ocidentais: Xi Jinping, Putin e os teocratas do Irã já tinham declarado o fim do modelo democrático. Como Marx errou prevendo o fim do capitalismo, eles não só erraram feio, como deram argumentos fortes para mostrar que a democracia e o capitalismo são melhores do que todos os outros modelos testados.PERDEDORES:- O ditador russo Putin lidera a lista com folga. Menosprezou a resistência ucraniana, apostou errado que as democracias ocidentais não reagiriam, mostrou ao mundo que o exército russo é um tigre de papel. Até o momento, não tem como ganhar a guerra, nem achar uma saída honrosa. Tornou-se um pária internacional.- O presidente (sic!) vitalício da China Xi Jinping, foi astuto em não apoiar a Rússia, mas teve sua credibilidade corrida pelo incompetente política da Covid Zero. Teve que ser revogada, o que provocará centenas de milhares de mortos, com consequências ainda não previsíveis.- Alemanha: o modelo econômico alemão, baseado no gás e petróleo barato da Rússia, acabou. Veremos nos próximos anos um desmanche da base industrial alemã, transferência da produção de muitos produtos para outros países, inflação corroendo o poder de compra da população. Economistas renomados como Hans-Werner Sinn e Otmar Issing preveem o fim do modelo de bem-estar, construído após a Segunda Guerra.   Como você acredita que este cenário pode afetar o Brasil?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidade #China #Rússia #guerra #Ucrânia

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