Ninguém presta atenção em uma mensagem sem emoção. Não basta você estar certo; tem que capturar o interesse para depois entrar com os argumentos racionais.
Fui candidato a prefeito de São Bento do Sul, SC, em 2020. Felizmente perdi a eleição, senão não teria tempo para escrever diariamente no LinkedIn.
Este vídeo é um bom exemplo de como falar racionalmente, sem emoção.
Não quero fazer mentoria para políticos, mas penso que as lições que aprendi com a derrota podem ajudar candidatos, influencers, gestores. Comunicação é tudo.
Aristóteles já disse que a boa retórica depende de três fatores:
– Logos: lógica, dados, racionalidade.
– Ethos: credibilidade, autoridade de quem fala.
– Pathos: emoção, identificação, empatia, conexão humana.
Eu falei para gestores, não eleitores.
Usei o Ethos de empresário com experiência internacional. Abusei do Logos com argumentos econômicos e administrativos. Esqueci o Pathos quando tentei convencer o eleitor sobre minha preocupação com a perda do dinamismo e futuro da cidade.
Falei para gestores, não eleitores, mas mesmo gestores abrem a cabeça com uma boa dose de Pathos.
Aprendi com a derrota, e nos cinco anos aqui no LinkedIn, que comunicar não é apenas transmitir informação. É conseguir que alguém queira continuar ouvindo.
Aprendi que, na política, na mídia, nas redes sociais, no marketing, na liderança, tenho que captar a atenção, provocar curiosidade, criar tensão, controvérsia, emoção, contar histórias, usar da ironia, começar com o Pathos antes de entrar com o Logos e o Ethos.
Aprendi que a sequência da comunicação é:
Atenção – Emoção – Compreensão – Convencimento.
Pathos não é demagogia, não é manipulação. É entender que seres humanos não são planilhas.
Pathos não é ter razão. É ser ouvido.
Na era da superinformação, a atenção virou poder. A emoção virou porta de entrada da razão.
Esta lição na derrota me ajudou a ter quase 50 mil seguidores, 30 mil contatos, muitos dos quais daqueles que não têm preço.
Como você administra seu Pathos?
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