O DIABO ENTRA NA ELEIÇÃO

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Podemos fazer o diabo quando a hora é de eleição. Esta frase da pior presidenta da história deste país resume a estratégia da reeleição. Quer saber quanto isto vai te custar?

Em um ato falho (falar pensando, mas não devia falar), o Aiatolá de Garanhuns disse:

“Esse moço é mágico para aparecer dinheiro. Quando a Miriam [Belchior, ministra da Casa Civil] está chorando que não tem dinheiro. Quando o companheiro Dario [Durigan, ministro da Fazenda] está dizendo: ‘olha o arcabouço fiscal, não posso, não tem mais dinheiro’. Chama o Bruno Moretti. Ele vai futucar no arquivo morto das possibilidades e vai conseguir encontrar alguma coisa para a gente fazer.”

O artigo da Folha de São Paulo que cita a frase diz que a farra fiscal para fazer aliança com o diabo já custou R$ 144 bilhões neste ano. Desde 8 de maio, a conta subiu uns R$ 17 bilhões e seguirá aumentando na medida em que cai a aprovação do governo e as intenções de voto para a reeleição.

MIMOS PARA O DIABO

Todos os governos populistas (de esquerda ou direita) seguem a mesma receita, composta por: gastar; subsidiar; expandir crédito; socorrer os inadimplentes que não podem pagar gastos ou empréstimos; aumentar transferências diretas (Bolsa Voto); controlar preços das estatais; flexibilizar regras fiscais (Contabilidade Criativa).

Os dois últimos mimos foram:

– Brasil contra o Crime Organizado: investimento de R$ 1 bilhão e linha de crédito de R$ 10 bilhões para fazer o que não fez em três anos, até porque acreditam que o traficante é vítima.  Além da velhinha de Taubaté, alguém acredita que, nos meses que faltam de mandato do Aiatolá e dos governadores, este dinheiro fará efeito?

– Fim da taxa das blusinhas: após ter acabado com este verdadeiro contrabando legal, precisando do diabo do voto do mais pobre, revogou o imposto. O resultado é uma concorrência desleal com quem produz e paga os impostos aqui.

RESULTADOS DOS MIMOS PARA O DIABO

Segundo o ministro da Fazenda, estes pacotes não são eleitorais. São um estímulo para melhorar o ambiente econômico. Em uma economia com excesso de liquidez (dinheiro + crédito), com o povo endividado, consumindo mais do que a capacidade de produção, isto é como dar mais uma garrafa de 51 para um bêbado.

O fim deste filme, ou negociação com o diabo, nós já vimos em 2017:  inflação, juros altos, câmbio pressionado, perda de confiança e desemprego.

A aposta do replay do filme é a mesma do anterior: que a conta do diabo do populismo fiscal chegue só depois das eleições.

Para quem vai sobrar esta conta?

#ismarbecker #inflação #juros #populismo #DeficitFiscal #eleições #voto

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest