Qual é a relação das condenações dos filósofos Giordano Bruno e Baruch Espinosa com o Brasil de 2026?
Para colocar todos no contexto histórico, Bruno foi condenado à morte na fogueira pela Igreja Católica. Dois dos seus crimes foram lutar contra dogmas religiosos como o heliocentrismo (Sol centro do universo).
Espinosa foi expulso do Judaísmo, perseguido pelas Igrejas Católica e Calvinista. Um dos seus pecados foi provar que a Bíblia foi escrita por homens, além de ter sido adaptada ao longo dos séculos.
Pulemos para o Brasil das últimas décadas.
Desfrutamos de uma boa liberdade de expressão após o fim da ditadura militar. Um partido (sic!) criado neste período aproveitou-se desta liberdade para começar a suprimi-la. Primeiro, queria impor um controle social de imprensa. Na semana passada, conseguiu algo próximo a Inquisição que queimou Bruno, com a criação da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
Entre seus poderes estão a fiscalizar plataformas de mídias sociais, monitorar cumprimento de regras, criadas por ela mesma, exigir procedimentos para diversos crimes, definidos por ela mesma.
A regra para medir os crimes é um cheque em branco: desinformação, conteúdo nocivo, risco democrático. Eles decidem entre o bem e o mal.
O objetivo de criar o órgão controlador pode ser resumido na seguinte frase, de um discurso proferido no mesmo dia da assinatura da criação da Inquisição tupiniquim:
“No momento em que o ódio vira algoritmo de entretenimento, ele deixa de ser apenas virtual. Ele atravessa telas, impacta vidas e destrói famílias inteiras, enquanto alimenta diferentes formas de violência contra nós.”
A autora é a mesma que disse em um jantar de gala na China que os algoritmos do TikTok favorecem conteúdo da extrema-direita.
Como ela deveria ter ficado calada, em um fórum onde só falam presidentes, seu marido complementou, em mais um caso de ato falho:
“Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital, e sobretudo o TikTok.”
O papel destas autoridades, de ditaduras de esquerda e direitas, é o mesmo: proteção social, defesa nacional, moral pública, defesa da verdadeira democracia, combate à desinformação.
Para quem quiser saber as consequências deste modelo de censura ecumênica entre a esquerda e a direita, vale a pena pesquisar as atividades de autoridades (sic!) de outras ditaduras como: DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – Getúlio Vargas; DCDP – Divisão de Censura de Diversões Públicas – Ditadura militar brasileira; VRVP – Ministério de Esclarecimento Público e Propaganda – Alemanha nazista; Minculpop – Ministero della Cultura Popolare – Itália Fascista; Glavlit – Administração Principal para Assuntos Literários e Editoriais) – União Soviética.
Entendeu qual é o plano para a democracia que te prometem?
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