O CRIADO-MUDO FALOU

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Por Ismar Roberto Becker

Um avião cai por uma combinação de fatores. A mesma lógica vale para um sistema ou partido político. Vamos ver por que o radicalismo esquerdista está ajudando a acabar com a distopia progressista brasileira?

Existe uma enorme distância entre proteger direitos de minorias e tornar esta defesa um ataque aos direitos dos outros. O identitarismo e o wokismo transformam a defesa das minorias em imposição de normas e valores ao conjunto da sociedade, tratando a discordância como preconceito.

Esta disfunção adotada pelas esquerdas mundiais, ajudou a eleger um desequilibrado como Trump nos EUA, e é um dos fatores que pode significar o fim da distopia da seita do Aiatolá de Garanhuns aqui no Brasil.

Dúvida? Vamos a alguns fatos.

Campanha eleições municipais 2024 em SP em comício progressista: Hino Nacional em versão adaptada (sic!): “Des filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil”.   Um dos fatores que evitou que um contraventor do direito da propriedade privada chegasse à prefeitura.

Desfile Acadêmicos de Niterói – Carnaval 2026: do alto do Mulungu não surgiu uma esperança, como queria a ode ao Aiatolá, financiada com 9,5 milhões de reais de dinheiro público. Surgiu uma revolta dos ofendidos, como neoconservadores em conserva. O estrago só não foi maior porque a primeira-dama (sic!) foi impedida de desfilar.

Antes que me apedrejem, esquerdistas conhecidos como Ciro Gomes, Guilherme Boulos, que promoveu o evento do hino neutro (sic!) e Aldo Rebelo, ex-comunista histórico, já se expressaram publicamente nesta linha.

O título de uma coluna de Mariliz Pereira Jorge, no jornal que alguns chamam de Foice de São Paulo, resume bem estes abusos: “Trans importam. Mulheres também”.

Desqualificar os que chamam de “criado-mudo” uma peça de madeira que fica ao lado da cama, por possíveis conexões com a escravidão, é outro bom exemplo.

Repetirei uma pergunta que fiz em um post anterior: quantos votos o candidato progressista (sic!) perdeu com os 1,5 milhão de votos da deputada trans, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara?

Na mesma linha, quantos eleitores que não querem depender de esmolas do Estado, chamados de “pobres de direita” pelos que querem um povo ajoelhado diante do Aiatolá, votarão no outro candidato, mesmo que a contragosto?

Finalmente a pergunta que não quer calar: até quando vamos tolerar que minorias de esquerda e direita dominem a necessária discussão de um entendimento no Brasil?

Fonte: “Esquerda está 4 anos atrasada” – Mariliz Pereira Jorge – Folha de São Paulo.

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