O AGRO TEM FUTURO?

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Sem a produção e exportações do agro, o Brasil teria quebrado. Este cenário está ameaçado?

Nos últimos anos, o agro representou uns 30% do crescimento do PIB. O superávit da balança comercial em 2025 foi de 149,1 bilhões de dólares, enquanto o déficit de todos os outros setores foi de 80,8 bilhões. Ou seja, os 68,3 bilhões de superávit foram gerados pelo agro. Sem o agro, o Brasil teria um fechamento no vermelho, e o Brasil já teria entrado em colapso cambial.

Os números dos anos anteriores não foram muito diferentes.

O crescimento do PIB do primeiro trimestre de 2026 (1,1%) foi turbinado pelo agro, que cresceu mais de 2,0%.

Este cenário está comprometido para o restante de 2026 e, principalmente, para 2027.

Uma combinação de fatores totalmente fora do controle do agro indica um canário preocupante para as próximas safras.

Queda dos preços internacionais, valorização do real, juros estratosféricos no Brasil, resultado da irresponsabilidade fiscal do (des) governo do Gasto é Vida, aumento dos preços de fertilizantes, defensivos e do diesel, ocasionados pela guerra no Irã, afetarão duramente a rentabilidade do setor.

Somente quem tiver uma produtividade bem acima da média vai ganhar dinheiro. Como não temos indicações de que este cenário mude nos próximos meses, os bons ventos deixarão de soprar por pelo menos um ou dois anos.

A somatória de safras mais fracas, com aumentos dos gastos indexados obrigatórios do populismo fiscal, turbinadas pelas benesses para comprar votos, indica claramente que 2027 será um freio de arrumação no fiscal, independentemente de quem ganhe a eleição.

As perspectivas para o agro no médio prazo (3 a 5 anos) são extremamente positivas, em um cenário onde a bioenergia (álcool, biodiesel, biometano) aumente sua participação na matriz energética de um país onde quase tudo anda sobre rodas.

Keynes já dizia que a longo prazo todos estaremos mortos, mas para isto temos que continuar vivos no curto e médio prazo.

Se o cenário não é um céu de brigadeiro para o agro, qual o cenário que você projeta para os outros setores?

Qual será o custo do calote eleitoral de 2027?  Será tão alto quanto o de 2015, depois do enterro da Nova Matriz Econômica?

Fonte: “Roberto Rodrigues vê tempestade perfeita para agro” – Power – Brazil Journal.

#ismarbecker #Agro #exportações #PIB #economia #inflação #DeficitFiscal #GastoÉVida

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest