A dívida pública sobe. O investimento desaparece. O poder aquisitivo cai. O ministro da Fazenda diz que não faria nada diferente. Vamos ver os números reais?
FATOS
– A Dívida Pública: subiu de 71,7% em 2023 para 78,7% em 2025. Deverá passar de 83,6% em 2026. Com a manutenção do Arcabouço Fiscal, deverá continuar crescendo sem controle acima de 3% ao ano.
– O limite do déficit fiscal de 2025 seria de 0,25% do PIB. O ministro disse que foi 0,10%, um verdadeiro sucesso. Na prática (receitas – despesas) foi de 0,48%. A diferença foi varrida para debaixo do tapete, com a volta da Contabilidade Criativa.
– A receita de impostos foi de 2,366 trilhões de reais em 2025. Os investimentos são de 84,55 bilhões, uns 3,35%. Até 2028, mantida a falácia do Arcabouço Fiscal, não sobrará nada para investir.
NARRATIVA
Ignorando os números catastróficos acima, o já quase ex-ministro, pré-candidato a governador em SP, soltou as seguintes máximas:
“Não faria nada diferente”, ao avaliar trabalho na Fazenda.
“Queria deixar um projeto de desenvolvimento do País, com vistas a 4, 10 anos à frente, mas virou uma disputa de ministérios”, sobre somente ter se preocupado em aumentar impostos.
Qualquer psiquiatra recém-formado diagnosticaria estas declarações com Dissonância Cognitiva (sustentar ideias que conflitam com os fatos) ou Cegueira Deliberada (complexo de avestruz).
PODE PIORAR
Seguindo o mote “desta vez vai dar certo”, mesmo com os números acima, o agrupamento político no poder já prepara os planos para o próximo (des) governo.
Em termos gerais, contempla:
– Exclui terminantemente qualquer ajuste fiscal.
– Insiste no crescimento liderado pelo Estado.
– Aumentar benefícios sociais.
– Redistribuir renda, aumentando impostos.
– Baixar juros na marra.
– Acabar com o Arcabouço Fiscal, para não ter nenhum limite de gastos.
Vamos continuar nesta narrativa utópica, ou vamos encarar a realidade da matemática e da escassez?
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