“Não há nada tão difícil e tão caro, além de fútil, quanto tentar evitar que um cadáver cheire mais”. Assim Peter Drucker resume a necessidade de se livrar de negócios ruins. Que conhecer a história de dois empreendedores que seguiram o conselho de Drucker? O sucesso é um dos maiores inimigos da criatividade. Muitas ideias brilhantes, que poderiam gerar grandes resultados, foram abandonadas para não prejudicar a vaca leiteira. O maior (e pior) exemplo deve ter sido o da Kodak, que não lançou a câmera digital, que seus técnicos desenvolveram, para não canibalizar o negócio principal (filmes). O resultado foi que o negócio foi comido pelos outros.Na semana passada, conheci os donos da Magazord Digital Commerce, Jaison Goedert e Odair da Rosa, fazendo o check-in em um hotel em Joinville, onde participamos da Expogestão. O fato curioso, que elevou minha autoestima, foi que o Jaison, com quem tinha trocado uma mensagem no LinkedIn, me reconheceu e veio falar comigo. No dia seguinte, fui ao stand deles para conhecer um pouco mais sobre eles, e me surpreendi com a coragem que tiveram em mudar radicalmente a estratégia do seu negócio.Os sócios começaram uma drástica mudança de rumo no negócio de e-commerce de celulares, (pivotar no jargão dos startups) em 2014, porque as margens do negócio estavam caindo. Em 2020, fecharam a Cissamagazine, que faturou mais de 1 bilhão de reais de 2010 até 2020, focando somente na comercialização do sistema de gestão do e-Commerce, que tinham desenvolvido para sua plataforma.Hoje a Magazord tem um time com mais de 330 pessoas, que atendem 1.900 clientes. Claro que o boom das vendas online durante a pandemia ajudou, mas muito provavelmente eles não teriam atingido o patamar atual, se tivessem dividido os esforços em dois negócios.Você conhece algum caso do abandono de um negócio para apostar em um novo? #ismarbecker #tecnologia #pivotar #inovação #oportunidades #carreira #empreendedorismo



