09A compra de votos em 2026 custará uns 742 bilhões ou 5,4% do PIB. Quer saber quem vai pagar a conta?
Com exceção da Coreia do Norte, onde o gordinho atômico teve 99,99% dos votos, em todas as outras eleições o dinheiro é a principal ferramenta das campanhas eleitorais.
Participei de várias campanhas desde a década de 80. Assisti desde compras de voto no varejo até um governador entregando uma mala cheia de dinheiro para um candidato. Desde que FHC cometeu o maior crime eleitoral da história, ao comprar a reeleição no Congresso, o custo de cada voto subiu exponencialmente em cada eleição.
O partido (sic!) no poder na maior parte do século levou esta prática aos níveis de “nunca antes na história do Brasil”. Segundo uma ex-presidente impichada: “nós podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”.
Em 2026, com dados anteriores às últimas pesquisas, o custo deste diabo foi estimado em R$ 742 bilhões, ou 139% a mais do que 2025, ou 5,4% do PIB projetado. Isto dá R$ 4.762 por cada um dos 155,8 milhões de brasileiros que deveriam votar em 2026.
A falácia populista é sempre a mesma: injete dinheiro na economia para aumentar o consumo, que vai gerar crescimento, que aumenta os impostos, que paga a dívida.
A história ensina que o resultado não é este. O desastre na Nova Matriz Econômica, comandado pela ensacadora de vento, custou uma inflação de 10,67%, uma queda no PIB de 6,8% em dois anos, um desemprego de 12,7%, a explosão da dívida pública de 52% para 70% do PIB. De sobra, perdemos o grau de investimento.
O desastre somente não será pior agora porque temos um Banco Central independente, que mesmo com todos os membros do Copom indicados por este (des)governo, mantém uma das maiores taxas de juros reais do planeta.
O enredo do filme da falácia do Gasto é Vida, é sempre o mesmo:
Economia crescendo em um ritmo incontrolável, acima da capacidade de produção, pressionando a inflação, exigindo aumento dos juros, que corrói o poder de compra das famílias, principalmente as mais pobres.
Esta crônica da morte anunciada é a causa da sensação de empobrecimento de uma grande parte dos eleitores que o (des)governo quer comprar. Baseado nas últimas pesquisas eleitorais, parece que não está funcionando.
Quem pagará a conta desta compra de votos? Conseguiremos enterrar o populismo eleitoral em 2026?
Fonte: “Estímulos à Economia devem ultrapassar R$ 700 bi em 2026, ano eleitoral” – Folha de São Paulo – 05/abril.
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