No domingo, quatro tipos de eleitores irão às urnas: comprados, iludidos, pragmáticos e indecisos. Vamos analisar as motivações de cada um.
As pesquisas indicam que teremos um segundo turno nas eleições, e que os dois favoritos (L e B) estão empatados.
Está claro, também, que algo entre 90% e 95% dos votos válidos serão de eleitores que já decidiram seu candidato e não mudarão seu voto. Estes eleitores podem ser agrupados com base nos seguintes motivos:
– Comprados: são os que ainda acreditam que o Bolsa Voto, conjunto de transferências sociais, é um presente do candidato “L”. Segundo dois livros do Felipe Nunes da Quaest, “Biografia do Abismo” e “Brasil no Espelho”, eles somam uns 27%.
– Iludidos: são os habitantes das cavernas ideológicas, como Platão nos ensinou. Só veem as sombras projetadas pelos sacerdotes da extrema-esquerda ou direita. Somam uns 10%.
– Pragmáticos: farão ou o “L” ou o “B”, por rejeição ao “B” ou ao “L”. Fecharão o nariz ao apertar as urnas, votando pelo menos pior. Dependendo dos que votarem em branco, nulo ou não votarem, representam entre 53% e 58%.
– Indecisos: os 5 a 10% que sobram são o público-alvo deste post, já que não adianta gastar o verbo com os outros. A Quaest os agrupa como Empreendedores Individuais (Uber, motoboys) e Liberais Sociais, uma grande parte dos órfãos do PSDB. Nas eleições de 2022, estes dois decidiram as eleições, não as supostas urnas manipuladas.
Os dois critérios que estes dois grupos usarão para eventualmente decidir pelo candidato “B” ou “L” são a economia, a segurança e a corrupção. Para tentar ajudar estes grupos a decidir, o tema de hoje é a economia, estúpido, como disse um assessor do Bill Clinton.
O Brasil econômico de 2026 pode estar melhor do que o de 2022, mas o brasileiro não está se sentindo melhor. O que importa é o que os americanos chamam de “affordability”, quanto posso comprar com o que ganho. Uns 9 entre 10 eleitores sentem que não podem comprar a picanha e a cerveja prometidas em 2020.
O déficit fiscal, resultado do “Gasto é Vida”, nos colocou à beira de uma catástrofe da Nova Matriz Econômica de 2013/16. Duas frases resumem o que nos espera em uma eventual reeleição:
– “E para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de ter que fazer superávit, de ter que ter controle fiscal” — Candidato “L”.
– “Responsabilidade fiscal não pode significar uma política de compressão do investimento público” — Zé Dirceu – Ideólogo-Mor.
Ajudou você a avaliar o voto?
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