CRISE SUCESSAO EF 1207

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Por Ismar Roberto Becker

“A vida é um período finito com data indefinida para terminar”. Por que algumas pessoas não aceitam essa dura realidade? Quer acompanhar a história de um grupo de pessoas que tem esse problema?O economista e filósofo Eduardo Giannetti inicia seu livro “O Valor do Amanhã” com a frase de abertura acima. Giannetti compara algumas escolhas que fazemos na vida para viver agora e pagar depois, como os juros pagos para financiar um carro ou uma viagem, por exemplo. O contrário também é possível, quando abrimos mão de algo no presente, para ter um futuro melhor. As duas decisões têm custos e riscos. Antecipar cobra juros, ao postergar, você corre o risco de não poder desfrutar.Uma categoria que não aceita a finitude e pensa quase exclusivamente no futuro é a dos empreendedores. Não tira férias para focar no negócio. Não convive com a família, porque tem que trabalhar, não tira férias para não deixar a empresa parada (no conceito dele). Mas tem algo muito pior do que isso: procrastinar o processo de decisão da sucessão. Na lógica do empreendedor, porque ele teria que se preocupar com a sucessão, se só a vida dos outros é finita?Uma recente pesquisa, publicada no jornal Valor Econômico, junto a 120 grandes empresas (familiares ou não), mostra que somente 33% preparam o processo de sucessão para a alta cúpula da empresa, e que somente 48% têm conselhos de administração. Este número é muitíssimo menor, em médias e pequenas empresas familiares.  Para este grupo de imortais (sic!) vale lembrar os ciclos de vida da empresa familiar, apresentado pelo saudoso João Bosco Lodi, em “Sucessão e Conflito na Empresa Familiar”:1. Fundação: conflitos latentes, sucesso, força do fundador.2. Crescimento: velocidade de crescimento esconde problemas estruturais.3. Apogeu: firma atinge o máximo, efeito residual da fase do crescimento, conflitos, perca mercado/rentabilidade.4. Declínio: falta de liderança, conflitos de família, pulverização patrimonial, obsoletismo, crise, decadência.Nem sempre a finitude do fundador acontece concomitantemente com este ciclo. A vida do fundador pode terminar antes do da empresa. Como é comum não ter sido planejado e implantado um processo de sucessão, em grande parte dos casos o negócio entra na fase 4 do ciclo de vida da empresa, ou com sorte, o negócio é vendido. Para os muitos fundadores que se julgam imortais, recomendo a leitura do livro do Giannetti. Para aqueles que não tem tempo de ler, trago mais uma frase dele: “O presente foge, o passado é irrecobrável e o futuro incerto!”Você conhece alguém assim? Já conversou com ele (a) sobre o assunto? Se você estiver nesta situação, qual o seu plano “B”?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #sucessão #EmpresaFamiliar #empreendedorismo

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