Durante muito tempo, eu tentei evitar conflito.
Achava que era sinal de desalinhamento, de excesso, de falta de maturidade.
Com o tempo, percebi que estava olhando errado.
Quando ideias ficam mais claras, o conflito aparece. Não como falha. Como consequência.
Quanto mais você organiza o que pensa, mais difícil fica acomodar tudo em silêncio.
Posições começam a colidir.
E isso incomoda. Incomoda quem está ao redor.
E incomoda você também.
Mas o desconforto não vem do conflito em si.
Vem da clareza.
Onde não há conflito, muitas vezes não há posição.
Ou ela está sendo evitada. E evitar posição pode preservar a paz.
Mas cobra um preço alto: decisões fracas.
Foi trabalhando com empresas familiares que isso ficou mais evidente para mim. Ali, o conflito raramente é sobre o tema da reunião.
Ele vem carregado de história, de expectativas, de papéis que nunca foram claramente definidos.
Negócio segue uma lógica. Família segue outra.
E quando essas duas lógicas se encontram, o conflito não é acidente. É inevitável.
Hoje, vejo de outra forma.
O problema não é o conflito. É não saber o que fazer com ele.
Você evita o conflito ou usa ele para entender o que realmente está em jogo?
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