BRASIL – INSISTINDO EM NÃO DAR CERTO

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Por Ismar Roberto Becker

No Fórum da Liberdade 2026, discutimos se o Brasil tem jeito. Quer saber por que o Brasil é um país que insiste em não dar certo?

As respostas para esta pergunta estão em “Brasil: um país que insiste em não dar certo”, de Ricardo Hingel.

Não recomendo a leitura para os que sofrem da síndrome da negação da matemática, da negação factual direta, da racionalização criativa, do whataboutism ou do viés de confirmação.

Para os que sobraram, o resumo do livro está no diagrama “Fluxo do país do futuro”. O roteiro começa quando saímos das cavernas e começamos a gerar excedentes. A partir daí:

– Começamos a separar uma parte para o uso de todos.

– Criamos uma contribuição facultativa.

– Avançamos para um imposto realmente imposto, porque o voluntário não estava funcionando.

– Isto exigiu que alguém tivesse que administrar os impostos coletados. Para isto, precisava de poder.

– Assim começou a disputa pelo poder, que nunca mais abriu mão dos impostos.

Focando no Brasil, sempre tivemos impulso de orçamento grande. O Dicionário de Sonhos (Constituição de 88) criou um enorme estímulo ao aumento de gastos, elevado à enésima potência pelo partido dos trabalhadores que não trabalham, porque sempre viveram do que os outros produzem.

– O orçamento grande gerou uma pressão inflacionária, que aumentou os juros, que desacelerou a economia.

– Para cobrir o rombo da queda de impostos de uma economia fraca, aumentaram a carga tributária que já tunga uns 35% da renda dos brasileiros.

Isto reduz o consumo, diminui a capacidade de poupança e o investimento, que gera um subdesenvolvimento crônico.

Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, o congresso do pé (em minúscula) está discutindo uma política fiscal menos restrita (sic!), juros máximos de 10%, mais capacidade de investimentos.

É por isto que somos o eterno País do Futuro, com data indefinida para acontecer.

O Brasil tem jeito? O futuro chegará?

Fonte: “Brasil: Um país que insiste em não dar certo” — Ricardo R. Hingel.

#IsmarBecker #Economia #Juros #DeficitFiscal #Populismo #BancoCentral #Liberalismo

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