Após mostrar que a disciplina fiscal é uma babaquice, segundo o candidato “L”, vamos ver o que acontecerá com o Bolsa Voto. Está preparado?
Uma rede de proteção mínima foi defendida até por Mises, um dos liberais mais heterodoxos. O problema está no abuso por parte dos beneficiados e no uso eleitoral por parte de quem, mentirosamente, se considera o pai destes benefícios.
Esta semana estive em Pedreira, um cluster de porcelana, sendo uma atividade intensiva de mão de obra que não exige alta qualificação. O município tem uns 45 mil habitantes e 15,1 mil empregos formais. Praticamente todas as mais de 30 fábricas estão produzindo abaixo da capacidade de produção e da demanda, por falta de mão de obra.
Não é que falte gente, falta gente com vontade/necessidade de trabalhar. Uns 3.000 adultos ganham os diversos benefícios do que chamo de Bolsa Voto. Somando todos, é possível ganhar uns 2 mil reais por adulto, o que com alguns bicos, equivale ao que ganha um trabalhador com carteira assinada.
No Brasil, temos uns 27 milhões de adultos recebendo sem fazer nada, contra uns 48 milhões que trabalham com carteira assinada.
O custo desta farra é de uns R$ 85 bilhões anuais, algo perto de 6% das despesas primárias da União. Isto garante uns 27% dos perto de 50% de votos que terá o “L”.
O pior impacto deste populismo eleitoral é nas crianças, que crescem sem referência de trabalho, esforço e autonomia financeira, criando um círculo vicioso de dependência do Estado.
Como se sentem os milhões de brasileiros que ganham de 2 a 3 mil reais, vendo milhões ganhar quase o mesmo sem fazer nada?
Já pensou nisto na hora de decidir em quem vai votar? Aceitará a perpetuação de uma classe de desocupados pagos com o imposto que você paga com seu suor no trabalho?
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