O tempo do Conselho de amigos passou, assim como o de executivos aposentados ou ‘governançocratas’. Qual é o papel do conselheiro hoje?
O Conselho, excluindo os cabides de emprego nas estatais, até pouco tempo era composto por especialistas, que se reuniam periodicamente, para fiscalizar e, no máximo, reagir. A Bíblia era a governança rígida, com doses de ESG e Normas ISO.
Era como dirigir um carro na neblina, olhando pelo retrovisor. Evoluções eram raras, disrupções quase impossíveis.
Hoje o Conselho é, ou deveria ser, composto por profissionais com competências, visões e experiências diferentes, que estão envolvidos continuamente. Participam na gestão, ainda que com hands off (nem sempre), participando da gestão, sem entrar na execução. Alguns (ou muitos?) colocam a posição em jogo, por contrariar o “sempre fizemos assim”.
O Conselho não é gestão, mas não pode estar distante da operação. Não pode entrar na gestão, mas não pode ser distante da realidade operacional.
O conselheiro não pode só estar envolvido. Tem que estar comprometido, mesmo correndo o risco de perder a boquinha.
O Conselho deve proteger o que existe ou ajudar a construir o que não existe?
Fonte: “Key challenges making board leadership harder” – Russel Reynolds.
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