A MORTE DA VELHA LIDERANÇA

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Por Ismar Roberto Becker

O mundo mudou. Como liderar em ambientes de mudança permanente, onde a previsibilidade desapareceu e a adaptação se torna mais importante do que o controle?

Durante muito tempo, acreditou-se que bons líderes eram aqueles que tinham todas as respostas.

O mundo mudou.

Em um ambiente onde tecnologia, mercados e modelos de negócios se transformam continuamente, a vantagem competitiva deixou de ser saber tudo. Passou a aprender mais rápido.

Gosto do conceito dos dois tipos de inteligência. A inteligência fluida, que nos permite enfrentar problemas novos, identificar padrões e nos adaptar. E a inteligência cristalizada, construída pela experiência, pelo conhecimento acumulado e pelo julgamento.

Enquanto a inteligência fluida definha, podemos desenvolver a inteligência cristalizada.

A liderança moderna exige as duas.

A fluida para questionar premissas, exercitar a curiosidade e explorar novos caminhos.

A cristalizada para separar modismos de tendências reais e evitar erros já conhecidos.

Por isso, o novo líder não é o dono das respostas. É aquele que faz as perguntas certas.

Ele cria segurança psicológica para que as pessoas tragam problemas sem medo.

Estimula o debate e não a concordância automática.

Adapta rotas sem perder o rumo.

E pratica a humildade intelectual de reconhecer que, em tempos de mudança acelerada, aprender pode ser mais importante do que estar certo.

No século passado, liderança era conhecimento. Neste século, liderança é aprendizado contínuo.

Como você lidera ou como é liderado nestes novos tempos?

Fonte: “The Leadership Skills We Need Most When Everything Is Changing” – Think Fast Talk Smart.

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