O modelo industrial alemão, baseado em energia barata e exportação, está acabado. O que podemos aprender dos erros cometidos na Alemanha?
A Alemanha ressurgiu das cinzas depois da Segunda Guerra e tornou-se uma potência econômica. No fim dos anos 80, início dos 90, era conhecida como “das kranke mann Europas” (Doente da Europa). Baixo crescimento, alto desemprego, custos de desintegração do “paraíso comunista”.
O Chanceler Gerard Schroeder, social-democrata, mudou a história com reformas trabalhistas, redução de benefícios e flexibilização do mercado. Reformas liberais feitas por um esquerdista.
A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa, já disse um especialista em tragédias e farsas, Karl Marx. Inspirado por ele, a filha de um pastor alemão (pastor luterano, para o LinkedIn não me censurar) que cresceu na Alemanha Oriental, foi um verdadeiro Cavalo de Troia, responsável pela decadência do país.
Como foi implantado o plano de destruição?
– “Energiewende” – Utopia de depender de energia renovável, além do fechamento das usinas elétricas nucleares.
– Dependência de gás russo para a transição para 100% de energia renovável.
– Destruição silenciosa da base industrial, com energia cara, burocracia, xiitismo ecológico, cooperação (sic!) estratégica com a China, eufemismo para transferência de tecnologia burra.
– Willkommen – Populismo migratório que acolheu milhões de pseudo-refugiados políticos, que não se integraram culturalmente, e cuja maioria, ainda hoje, vive de transferências do Estado.
– Leviatã Burocrático – A burocracia (com dois erres) brasileira é mamão com açúcar comparada com a alemã. De formulários preenchidos a mão, até licenciamentos ambientais que levam décadas, é quase impossível fazer qualquer obra.
– Direitos (sim, com “e”) Trabalhistas: Estabilidade de emprego, Krankfeiern (atestados frios), Urlaubskrankeit (uns 45 dias de férias anuais), acabaram com a produtividade, e a moral do trabalho alemão.
– Schwarze Null (zero negro): Oposto radical do “Gasto é Vida” petralha, acabou com a infraestrutura do país.
Além de obliterar a competitividade do país, este plano ‘merkeliavelico”, executado em dezesseis anos no poder, preparou o terreno para o nascimento/crescimento da extrema direita. A Alternative für Deutschland (AfD), que já era forte na antiga Alemanha Oriental, será o “king maker” na próxima eleição. Sem eles, ninguém governa.
Será que as semelhanças desta destruição ideológica da Alemanha não são meras coincidências com a destruição petralha no Brasil?
Fonte: The Wealth Records – Germany´s 500 Billion Mistake and Why Germany is Dying – The 5 fatal mistakes).
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