Você está apavorado com as bruscas e rápidas mudanças na economia brasileira? Quer saber como chegamos aqui e como podemos conviver com esta situação? Há 15 anos o cenário político era bastante previsível, com dois partidos (Arena e MDB) até 79, antes de chegar aos absurdos 33 de hoje. As mudanças de partidos eram raras, sendo que a maioria acontecia quando um novo era formado por integrantes de um dos já existentes. Na economia tivemos uma inflação obscena até o Plano Real, mas devido a Correção Monetária, a jabuticaba econômica inventada, convivíamos com ela. Atingimos uma espécie de efeito manada para aguentar tanto tempo com uma hiperinflação. Os governos pagavam suas contas com o aumento dos impostos, que subiam automaticamente com a inflação. Quando isto não era suficiente colocavam a maquininha para imprimir Cruzeiros, Cruzeiros Novos, Cruzados, Cruzados Novos até chegar ao Real. A combinação dos direitos garantidos pelo Dicionário de Sonhos (nome adequado para a Constituição de 88), com redução da inflação, provocou um aumentar da carga tributária de uns 20%, para os mais de 35% atuais. Isto irritou a classe média, que foi fundamental para derrubar presidentes e questionar o modelo nas últimas eleições gerais.O cenário acima que já vinha em acelerada mudança, recebeu dois empurrões: eleição de Bolsonaro e Covid. O primeiro prometeu governar sem os partidos com o lema “Mais Brasil, menos Brasília”. O resultado prático é o Centrão, especializado em privatizar receitas e terceirizar prejuízos, mandado de fato. Nunca na história deste país (com crédito ao pai da frase), tivemos tanta corrupção quanto nos (des) governos petralhas. Saímos desta frigideira para cair no fogo de um ministério de alta rotatividade, com ministros que falam com Jesus em uma jabuticabeira, defendem que a Terra é plana e não chegam a esquentar a cadeira. Só na Educação e Saúde já tivemos quatro desde o início do governo. A Petrobras, que já tinha sido terceirizada para as grandes empreiteiras e para o partido no poder, foi saneada, passando a gerar lucros, apesar de estar aguardando seu quarto presidente. Na política partidária podemos reunir nosso modelo: uma Rede fisiológica de Republicanos e Patriotas, com Cidadania que acredita, que Podemos na Solidariedade levar Avante um país Novo, Social Democrático, Liberal e Cristão, sem espaço para pensamento Comunista e Socialista”. Concordo que o resumo do caleidoscópio (Google) partidário brasileiro tem uma certa dose de ironia, mas o que explica as coligações partidárias em negociação para as eleições estaduais e presidenciais. Qual a explicação científica de uma chapa de presidente e vice, que eram inimigos do tipo água e azeite até pouco tempo. Como o eleitor vai saber de que lado está, em que proposta pode acreditar? Seguindo a lógica de que as coisas têm que piorar antes de melhorar, estaríamos no caminho certo para uma grande virada. Estamos mesmo? #ismarbecker #oportunidades #politica #eleições #economia



