A fase de inspiração de um projeto é sempre mais prazerosa do que a de transpiração, em concretizá-lo. Como puxar um executivo, principalmente quando jovem, para a dura realidade do dia a dia, sem esquecer o futuro?
Uma das mais importantes e simples ferramentas de gestão é a Matriz de Eisenhower, que combina a urgência e a importância das tarefas de um executivo.
Algo importante e urgente, como um problema de caixa, exige que você pare todo o resto e foque na solução. Na falta de caixa para tudo.
Para os assuntos importantes, mas não urgentes, temos que reservar tempo, às vezes fora do ambiente de trabalho, e sem interrupções. Estratégia, desenvolvimento de produtos, sucessão, por exemplo.
Já os não importantes, mas urgentes, como a burocracia imposta pelo Estado, ou a ideologia (ESG radical sendo o melhor exemplo), delegue. No fundo, são só rotinas que não agregam valor.
Finalmente os não importantes e não urgentes, corte e jogue no lixo. Lembra daquele relatório, ou daquela reunião, que foi criada para resolver um problema faz uns 10 anos?
Seguir esta lógica simples de Eisenhower tem outros inimigos no estilo, ou ego, dos executivos, principalmente os mais jovens.
John Kotter nos ensina que o senso de urgência não se confunde com ansiedade, correria ou agenda lotada. A verdadeira urgência é a determinação de fazer o que importa, avançar todos os dias. Seu maior inimigo é a complacência, muitas vezes alimentada pelo próprio sucesso: se funcionou até aqui, por que mudar?
Em A Sense of Urgency, Kotter recomenda quatro práticas:
– Trazer a realidade externa para dentro da empresa, ouvindo clientes e observando o mercado;
– Demonstrar urgência pelo comportamento do líder, começando pelo uso do próprio tempo;
– Aproveitar crises para promover mudanças necessárias;
– Enfrentar quem bloqueia sistematicamente qualquer iniciativa, distinguindo esse comportamento do questionamento construtivo.
Não basta apresentar argumentos e planilhas. As pessoas precisam compreender e sentir por que a mudança importa. E as primeiras conquistas não podem servir de convite à acomodação.
Resolver o que ameaça o presente, construir o que sustenta o futuro e reduzir o que gera crises repetidas. Este deve ser o roteiro do executivo.
Você ou seu chefe passam neste teste?
Fonte: “A Sence of Urgency” – John Kotter.
#IsmarBecker #Gestão #Liderança #Estratégia #Urgência #Prioridades #Execução #Foco #Resultados



